O papel da mulher no futebol
Enviada em 15/07/2020
O papel subestimado
Criado no século XVIII e perdurado até hoje, o futebol é um esporte cooperativo no qual há dois times adversários que se enfrentam com o objetivo de marcar mais gols em um período determinado de tempo. O esporte deve ser um jogo social, inclusivo, competitivo, etc; além de um jogo, lazer. Entretanto, o futebol, desde sua criação e algumas corroborações ao longo do tempo, foi velado com ideais, em resumo, machistas e conservadores. Esta imagem do jogo fica nítida, por exemplo, quando as mulheres participam desse universo, inicialmente masculino.
Em primeiro lugar, o preconceito com mulheres no futebol ecoa globalmente. Não é difícil perceber este tipo de atitude em discussões sobre o esporte. “Futebol é coisa de homem!”, “Mulher não sabe nem o que é impedimento!”, entre outros dizeres populares discriminantes. Esse tipo de preconceito também aconteceu em um Campeonato Inglês numa conversa entre o narrador Richard Keys e o comentarista Andy Gray, eles estavam subestimando a competência e a capacidade da bandeirante Sian Massey apenas por ser uma mulher, relata a equipe trivela no portal digital Metrópoles. Desta forma, o futebol é mais um habitat do machismo.
Em segundo lugar, o futebol masculino é diferente do feminino. Apesar de ser estranho, inicialmente, é real, isto é, a figura feminina atuando em algum papel relacionado nessa esfera temática é visto diferente do que uma figura masculina representando o mesmo cargo. Segundo uma pesquisa realizada no ano de 2010 pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE), as mulheres não recebem 27,7% da comissão dos homens nos quais ocupam as mesmas posições, além disso a escolaridade, majoritariamente, não influencia muito. Diante disso, a mulher não possui muito valor em frente ao homem nesse esporte.
Portanto, o papel da mulher no futebol é negligenciado. A mídia, monopólio de informação, a escola, instituição de ensino, junto com a sociedade, ambiente de inclusão, devem conscientizar e incentivar os cidadãos sobre a ocupação de cargos tanto masculino quanto feminino, não os diferenciando mas sim igualando-os, mediante eventos virtuais, mostras de profissões, concursos públicos. Assim, cumprindo o objetivo de esclarecer a igualdade da expansão de espaço de atuação, especialmente feminino. A sociedade deve enxergar a mulher e o homem com os mesmos olhos, sem distinção.