O papel da mulher no futebol
Enviada em 15/07/2020
Diz o ditado popular que o Brasil é o país do futebol. Grandes nomes desse esporte vieram do Brasil, como Neymar e Marta. Marta foi eleita, pela sexta vez, a melhor jogadora do mundo pela FIFA. Porém, seu salário está longe de ser o maior. Ela ganhou, segundo o Congresso em foco, cerca de 3,9 mil dólares por gol; já Neymar, 290 mil dólares por gol. Esses números demonstram o abismo que o machismo causa na sociedade, subvalorizando o talento feminino e, por consequência, o desperdiçando.
Os dons femininos esportivos são depreciados assim como os dons intelectuais e profissionais, porque as mulheres vêm sofrendo uma depreciação histórica.
Por exemplo, Marie Curie foi a única vencedora de dois Nobéis em áreas diferentes (química e física), porém seu mérito foi dividido entre dois homens; JK Rowlling, autora da saga “Harry Potter”, usou um pseudônimo de gênero neutro (JK) para não sofrer machismo por parte das editoras.
As consequências são graves, a depreciação histórica causa uma subvalorização do trabalho feminino. Segundo o IBGE, uma mulher ganha cerca de 72,3% do salário de um homem na mesma posição. Isso acaba por desmotivar as mulheres a se empoderarem e lutarem pelos seus direitos, o que, por sua vez, acaba por subvalorizar ainda mais os méritos das mulheres.
Cabe aos órgãos reguladores criarem uma tabela de remuneração única por profissão para reduzir a diferença salarial entre os sexos. Portanto, cabe ao Executivo fiscalizar se essas tabelas são cumpridas e ao Legislativo criar projetos à entrada de mulheres em ligas esportivas, universidades e no mercado de trabalho. Porém, isso tudo seria inútil sem a pressão e o apoio popular manifestado através de atos públicos. O papel da mulher é lutar pelos seus direitos.