O papel da mulher no futebol
Enviada em 25/08/2020
A desigualdade de gênero, no mundo, existe desde o surgimento das primeiras formas de civilização registradas, idade da pedra. Uma vez que estabelecida as formas de organização, as mulheres ficaram responsáveis pelos serviços domésticos e os homens, externos. À medida que os anos passavam os cargos de trabalho foram sendo, majoritariamente, preenchidos por homens, que hoje, ocupam 67,1% dos empregos. Por isso, a análise do papel da mulher no futebol, que é considerado “esporte de homem”, faz-se necessária, pois é um símbolo luta e conquista para essa parcela da sociedade.
Em primeiro plano, um dado estatístico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que os homens recebem em média R$1 a mais que as mulheres por hora trabalhada. Neste sentido, fica evidente a desigualdade entre os gêneros. Tal cenário, se deu com o início da industrialização em 1940, onde a falta de mão de obra abriu oportunidades para que as mulheres entrassem no mercado de trabalho, sendo também o ano em que houveram os primeiros registros de mulheres no futebol.
Paralelamente a esta realidade, o descaso do Estado, principalmente na esfera legislativa, contribui para essa disparidade de alocação de cargos, pois existem poucas leis que garantam iguais oportunidades entre os gêneros, e equidade salarial. Por isso, movimentos feministas ganham força e têm obtido êxito em suas reivindicações, um exemplo é a Lei Maria da Penha, instituída no Brasil.
Em conclusão, é notório que a desigualdade de gênero atual é configurada a partir construções sociais antigas, que permeiam a sociedade contemporânea. Portanto, no Brasil, cabe ao Estado, a criação de políticas de inserção social e mantimento da isonomia no âmbito trabalhista, por meio do levantamento de dados estatísticos populacionais de renda e carteiras registradas no mercado de trabalho.