O papel da mulher no futebol

Enviada em 23/07/2020

A capacidade feminina sempre foi subjugada em relação ao homem. Historicamente a mulher foi ensinada e até mesmo destinada a realizar tarefas tidas como puramente femininas, como cuidar dos filhos, da comida, da limpeza da casa e atividades delicadas - como a costura, e qualquer outro tipo de atividade era condenada perante a sociedade. No entanto, os tempos mudaram e os ideais de toda uma geração evoluíram em diferentes aspectos, e com isso, o papel e a posição da mulher também. Hoje é possível observar a figura feminina em atividades e atuações consideradas inimagináveis nos séculos passados, bem como no futebol. Entretanto, os preconceitos e repúdios enfrentados pelas mulheres são os mesmos, principalmente em ambientes ainda considerados puramente masculinos.

Em primeira análise, é válido ressaltar que as marcas de uma sociedade patriarcal estão fortemente enraizadas, e por isso a luta feminista é tão importante e necessária. Muitas são as conquistas das mulheres em diferentes áreas de atuação. No entanto, a figura feminina diretamente relacionada ao  esporte mais popular do mundo é tida como pejorativa e insignificante. É possível observar inúmeras falas depreciativas e xingamentos direcionadas àquelas que tem o campo de futebol como local de trabalho. Quando estas são atletas, se escuta: “mulher são sabe jogar futebol”, e ainda, quando são árbitras a fala é: “o que mulher entende de impedimento?”.

Nesse sentido, nota-se o quanto as mulheres sofrem e batalham para conseguirem a igualdade em seus direitos. Infelizmente, essa luta ainda é longa e enquanto isso, muitas são as meninas que insistem em jogar bola com o irmão e seus colegas, e são ignoradas e humilhadas pelo simples fato de serem meninas e “não saberem jogar futebol, e sim brincar de boneca”. Mas não é isso que os títulos da Marta, considerada seis vezes a melhor jogadora do mundo mostra. Além de ser a maior artilheira da história da Seleção Brasileira, tanto feminina quanto masculina, com 110 gols marcados.

Portanto, são necessárias ações que incentivem as mulheres a ocuparem cada vez mais seu espaço dentro do futebol -  como atletas, árbitras e em tantas outras funções no esporte. Para que isso aconteça, é preciso que o incentivo comece desde cedo. É preciso que o Ministério da Cidadania, especificadamente a Secretaria Especial de Esporte, juntamente com o Ministério da Educação promovam o esporte nas escolas e também em espaços públicos, por meio de incentivos à jogos e campeonatos, visando atender a todos, sem distinção de sexo e idade. Além do Governo Federal assegurar o direito à igualdade de gênero, este constitucional e de inegável importância. Assim, é possível que toda uma geração cresça sabendo da notoriedade da representatividade feminina, e aquelas que já ocupam lugares “masculinos” se sintam seguras de seu papel.