O papel da mulher no futebol
Enviada em 24/07/2020
O advento da Revolução Francesa em 1789 foi o primeiro marco da universalização da isonomia entre os indivíduos. No entanto, mais de 200 anos depois, as mulheres ainda são vítimas da desigualdade de direitos em diversos aspectos da sociedade, principalmente no futebol. O significado do sexo feminino e a falta de incentivo à modalidade são fatores essenciais para compreensão do tema.
Muito mais do que um mero jogo, o papel da mulher no futebol se trata da representação da justiça social e da quebra de paradigmas culturais. Ao longo dos últimos séculos, esse gênero sempre esteve em uma posição inferior na pirâmide hierárquica da sociedade. Seja nos anos 1300 ou 1900, a disparidade temporal tem como semelhanças a desvalorização do sexo feminino, mesmo que em diferentes graus. Todavia, o surgimento do feminismo possibilitou o semeio de ideais igualitários e a defesa da soberania do sexo. De acordo com a filósofa Simone de Beauvoir, ninguém nasce mulher, mas se torna uma. Ou seja, o futebol é um meio de transformação e empoderamento, através da promoção da igualdade de gênero e do fim do preconceito.
Por mais que a modalidade tenha uma grande importância social, ela é ainda muito pouco incentivada. De acordo com uma pesquisa da FIFA, a média de patrocínios, contratos de televisão e premiações não chegam perto da metade da quantia equivalente ao esporte masculino. No ano passado, a jogadora da Seleção dos Estados Unidos, Megan Rapinoe, processou a Federação Norte-Americana, exigindo salários iguais entre os mesmos sexos, caso que foi negado na Corte de Justiça. Por consequência, é possível concluir que o machismo estrutural é o principal motivo responsável pela desigualdade de gênero e perpetuação de injustiças sociais.
Em suma, é sabido a importância do futebol feminino na sociedade, assim como os fatores que impedem a aceitação do esporte no meio popular. De modo a corrigir o problema, é necessário que o Ministério do Esporte crie uma nova lei de incentivo, propondo a redução de 10% no imposto de renda de empresas que patrocinarem eventos de futebol feminino. Dessa maneira, promover-se-á a modalidade esportiva, além do empoderamento da mulher na sociedade.