O papel da mulher no futebol
Enviada em 01/08/2020
Segundo o filósofo Platão, “O importante não é viver, mas viver bem”. Contudo, o conceito mostra-se ausente na conjuntura hodierna, na qual as mulheres tem sido reprimidas de usufruir o futebol, assim, tornando explícito a presença de uma desigualdade social e preconceitos para com as mulheres. Nesse sentido, é preciso encontrar subterfúgios para resolver o impasse. Em primeiro plano, é nítido a permanência de uma distorcida igualdade social, em que, desde o período da Revolução Industrial (1970-1840), as mulheres eram intimidadas, minimizadas, devido ao inferior salário que recebiam em relação ao homens, e com a ineficácia de ações governamentais para que as protegessem, de modo similar ao cenário atual. Logo, em contraste à isonomia imposta pela Constituição Federal de 1988, que assegura, entre homens e mulheres, similaridade na vida civil e social perante a lei. Ademais, o futebol é considerado um esporte exclusivo para os indivíduos masculinos, expressando uma cultura intolerante e discriminatória, acerca dos seres de sexo oposto. Porém, contrapondo-se ao livro “Um time muito especial”, de Jane Tutikian, que retrata um time de futebol escolar, na qual um dos membros é uma garota, em que esta foi responsável pela sua equipe vencer um campeonato anual. Portanto, é preciso solucionar os fatos elencados. O Poder Judiciário deve certificar o cumprimento da Constituição Federal de 1988, mediante a fiscalização deste, a fim de garantir os direitos inerentes às mulheres, dessa forma, desenvolver, aos poucos, uma igualdade social. Destarte, a Câmara Legislativa poderia elaborar uma lei que permitisse a prática de qualquer atividade física pelas mulheres, por meio de intervenções governamentais, com o intuito de abolir medidas que as discriminem no contexto esportivo, para assim, garantir uma sociedade tolerante. Em suma, tornando uma realidade palpável a afirmação do pensador Platão.