O papel da mulher no futebol

Enviada em 16/08/2020

A partir da Segunda Guerra Mundial (1930-1945), o Movimento Feminista cresceu e expandiu-se pelo mundo. Atualmente, apesar da luta constante das mulheres em busca de seus direitos, essas ainda sofrem com o preconceito - tanto em casa, como no mercado de trabalho. Assim, o futebol feminino enfrenta diversas dificuldades, causadas, principalmente, pela desigualdade salarial, pelo machismo e pela pressão social.

A princípio, deve-se reconhecer a situação de atual da mulher no mercado de trabalho. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010, mulheres faturam cerca de 28% menos do que homens, ocupando o mesmo cargo. Dessa forma, percebe-se que a disparidade salarial, ocasionada pela desigualdade de gênero, afeta diretamente a posição social da mulher, que necessita de maior esforço para obter um reconhecimento na profissão que exerce - como é o caso de Marta, jogadora brasileira, que apesar de resultados mais satisfatórios, recebe investimento inferior àquele conferido a Neymar, por exemplo.

Ademais, a expectativa e a pressão social sobre a mulher é um desestimulador para sua ingressão no esporte - frases como “jogar igual menina” e “lugar de mulher é na cozinha” são reproduzidas até hoje, o que revela o pensamento conservador e machista do coletivo. Por isso, o futebol feminino recebe menos investimento e, consequentemente, alcança um público menor, além de não ser incentivado pela mídia, cujo foco é o entretenimento performado por homens.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Primeiramente, o Governo Federal de cada país deve investir maior parcela dos impostos no futebol feminino; além de conceder às jogadoras um salário igual ao recebido por homens na mesma profissão, a fim de incentivar e patrocinar campeonatos. Secundariamente, os educadores, especialmente professores de educação física, devem ministrar palestras em sala, para incentivar o interesse das meninas pelo esporte. Assim, as mulheres terão seu espaço no futebol - mais uma conquista feminista.