O papel da mulher no futebol

Enviada em 01/09/2020

A maioria das mulheres possuem uma única função no futebol, acompanhar a torcida do marido nos dias de jogos, uma clara representação do machismo nos momentos de lazer com a família. Esse impasse infelizmente está muito consolidado, hodiernamente, uma vez que não existe representatividade no esporte e não há incentivos desde o próprio lar até na escola, que é para ser um ambiente de luta contra atitudes antiquadas.

Primordialmente, uma parcela expressiva da população tende a achar que o esporte trás uma mentalidade de coesão. Todavia, há uma segregação ocultada que foi reforçada no passado pelo Brasil e se mantém até hoje, visto que no período da ditadura militar havia um artigo que proibia a prática de futebol por mulheres. Ademais, elas passam a maior parte do tempo presas na jornada dupla, isto é, cuidar dos filhos e do lar e a dedicação ao emprego, fato que limita a participação feminina. Sendo assim, as mulheres conquistaram certo espaço no mercado de trabalho, porém o futebol ainda é um obstáculo a ser superado.

Outrossim, a atividade física delas é 40 porcento inferior aos homens, consoante com uma pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD). Isso expõe que o esporte é restrito aos homens, que não dividem as tarefas de casa. Além do mais, as meninas desde pequenas são desmotivadas quando possuem o desejo de praticar um ‘’esporte masculino’’, ás vezes, pela própria mãe, ou nas aulas de Educação Física.

Logo, o machismo se espalha por todo lugar e afeta a vontade própria de uma criança tanto na escola quanto em sua residência. Nesse sentido, os meios midiáticos mais utilizados como ‘‘Facebook’’ e ‘‘Instagram’’ devem fazer campanhas que conscientizem os internautas dividirem as tarefas de casa com as mulheres e expor como a escola e a família podem afetar as escolhas de uma menina jovem, essas campanhas podem ser espalhas em grandes telas nos centros das cidades de grande influência no mundo inteiro como Nova Iorque, Tóquio, Pequim, São Paulo, entre outas. Só assim, as mulheres terão mais tempo para dedicar ao Futebol e o machismo poderá ser diminuído.