O papel da mulher no futebol

Enviada em 27/08/2020

No filme “ela é o cara”, é retratado a história da personagem Viola que para jogar futebol tem que se passar por seu irmão e assim ser reconhecida por sua perfomance. Paralelo a ficção, é notório o  mesmo preconceito arraigado na sociedade. Isso é extremamente pernicioso, pois assim como no filme as mulheres são julgadas e desvalorizadas por ser dado como esporte do sexo masculino.

Cabe ressaltar, a principio, frisar como isso afeta diretamente a sociedade civil por limitar as escolhas pessoais conforme os padrões pré-definidos. Isso ocorre em virtude de um consciente coletivo que deprecia a problemática e por isso as mulheres que ousam ter como carreira o futebol são desvalorizadas e não tem a mesma credibilidade que os homens. Destarte, essa realidade se apresenta pois homens e mulheres são guiadas a seguir determinadas profissões devido o preconceito que há.

Vale pontuar, também, como isso influência diretamente a autonomia do indivíduo. Nessa mesma perspectiva, o filósofo existencialista Jean Paul Sartre, discorre sobre a liberdade que, para ele, o homem é condenado a ser livre e isso implica na responsabilização dos próprios atos. Assim, o corpo social deve refletir acerca da adversidade apresentada. Pois devido o preconceito existente impede o sujeito de apreciar as suas vontades e opções. Na prática, isso se dá desde cedo na escola nas aulas de educação física que é apresentado aos jovens os esporte conforme seu sexo. Dessa maneira, mesmo que inconscientemente é levado a essa perspectiva restritiva e preconceituosa da coletividade.

È evidente, portanto, que deve-se combater a discriminação das mulheres no futebol. Logo, o Ministério da Educação deve instituir, por meio das escolas-órgão responsável por instruir e educar o corpo social-, os esportes para de fato todos os alunos independente do sexo. Além disso, as mídias carece, através das propagandas, evidenciar esse preconceito e conscientizar. A soma dessas medidas tem como intuito estimular a todos seguir suas vontades conforme as aptidões pessoais sem julgamentos.