O papel da mulher no futebol

Enviada em 05/09/2020

Brasil, o país do futebol

Instrumentos midiáticos, grande influenciador social, perpetua de forma incisiva o esporte com uma visão masculinizada. Frases popularmente replicadas em contextos familiares criaram um falso direcionamento sobre “coisas de meninas e coisas de meninos”. Postura essa, que direcionou o machismo dentro do futebol, onde desde a infância as meninas crescem escutando “lugar de mulher é na cozinha e não no futebol”.

Embora a igualdade de gênero seja amplamente discutida ainda é espantoso o fato das mulheres frequentar estádios e jogos de futebol. Desde a idade escolar há uma orientação errônea de somente os meninos praticarem esse esporte, postura essa que é perceptível ainda nos dias atuais, fato que deve ser amplamente vetado, pois é uma fase de formação da personalidade do indivíduo e tem uma “causa/efeito” devastador relacionado ao machismo esportivo.

A letra da música da Cacau Fernandes “Desde pequena muito preconceito, aquele papo futebol não é para mulher, mas aprendi a dominar no peito, pôr no chão e responder com a bola no pé” retrada bem o preconceito quanto a essa pratica esportiva. Preconceito que reflete na desvalorização e consequente falta de apoio e incentivo da prática feminina no futebol nacional.

Inquestionavelmente o Brasil idolatra o futebol, porém a sua masculinização possui raízes culturais. Logo, uma medida para amenizar essa situação e consequentemente estimular a democratização é a criação de um projeto “Futebol na escola”, por parte do Ministério da Educação em parceria com as escolas, voltado ao público feminino com idade de 6 a 12 anos. Um projeto com o objetivo amenizar pensamentos arcaicos, desenvolver habilidades motoras e direcionar quanto a não segregação de gênero dentro do esporte.