O papel da mulher no futebol
Enviada em 17/11/2020
Marta, é conhecida mundialmente por ser a melhor atleta do futebol feminino tendo no qual já diversas premiações, todavia, mesmo com o seu ótimo desempenho a jogadora não recebe tamanha credibilidade e atenção quanto os jogadores de futebol masculino. Essa discrepância ocorre desde de 1875, época em que se tem os primeiros registros de prática no Brasil, no qual o futebol era exclusivamente um esporte para homens. Essa adversidade, advém da falta de incentivos ao futebol feminino que, consequentemente, corrobora para sálarios desiguais e desinteresse de marcas em investir na modalidade.
A princípio, a escassez de divulgações das partidas de futebol feminino nos canais de transmissão é um fator que contribui para a pouca visibilidade das jogadoras. Sob esse viés, uma pesquisa divulgada pelo site Huffpost, 83,6% dos jogos divulgados pelas plataformas de esporte são sobre modalidades masculinas. Nessas perspectivas, a ausência de incentivos monetários para a publicação das partidas nos canais televisivos aberto auxiliam para que as jogadoras não tenham reconhecimento dos seus feitos, atenuando para que preceitos machistas a respeito da capacidade física das mulheres continuem presentes na contemporaneidade.
Outrossim, a carência de investimentos governamentais e empresariais, corroboram para que as categorias femininas sejam esquecidas. Nesse sentido, segundo ranking divulgado pela Forbes, a atacante Ada Hegerberg, eleita a melhor do mundo em 2018, recebe 325 vezes menos que Lionel Messi, do Barcelona, melhor remuneração entre os homens. Esse cenário antagônico, é fruto de estruturas misóginas que determinam papéis para ambos os sexos e estabelece uma desigualdade entre homens e mulheres, colocando as últimas em posição inferior. Portanto, é necessário que se tenha mudanças, haja vista que o esporte pode servir como ferramenta de mudança social.
Diante dos argumentos supracitados, faz-se mister que algo precisa ser feito para sanar está questão. Sendo assim, cabe ao Ministério da Cidadania juntamente com empresas privadas de entretenimento, viabilizar que as partidas femininas se encaixem na programação dos canais livres, incentivando o público naturalizar esse tipo de ação e reduzindo os estereótipos. Ademais, os clubes e instituições de futebol devem promover maiores propagandas de estímulo à prática feminina no esporte, promovendo pequenos campeonatos regionais para mulheres, de maneira que dê mais visibilidade e motivação a participação feminina no futebol. Assim, espera-se que as mulheres adquiram mais credibilidade e recebam seu devido respeito no campo e nas arquibancadas.