O papel da mulher no futebol
Enviada em 20/09/2020
A Constituição de 1988 representa diversos rompimentos sociais no Brasil, sendo um deles a legalização da mulher como ser social e praticante de direitos que os homens já possuíam. No entanto, analisa-se que na prática essa realidade se distancia da contemporaneidade, tendo em vista que a representatividade da figura feminina ainda é um fator determinante para a atuação do machismo. Em razão disso, evidencia-se o papel da mulher no futebol, o qual representa um desafio devido não só a errônea cultura difundida, como também ao papel do corpo coletivo.
Em primeira instância, observa-se a construção social do país se solidificou em uma sociedade marcada pelo machismo estrutural. Essa situação decorre de um estabelecimento de costumes responsáveis por titular o homem como provedor da casa. Nesse sentido, é indubitável que independentemente da efetivação da Constituição - em permitir os direitos às mulheres - ainda assim, a representatividade do meio concentra o sexo masculino no campo trabalhista. Logo, observa-se o evidente problema que a mulher sofre no futebol; o qual, a partir do momento que se estende o seu direito, por trabalhar em um campo originado somente por jogadores masculinos, evidencia-se uma difundida e ilusória certeza de que o papel da figura feminina não é adequado.
Consequentemente a essa difusão do machismo no campo de futebol, analisa-se uma escassez do papel social em questão. De forma que, o conformismo dos indivíduos se configurou em uma aceitação natural dessas práticas que inferiorizam a atuação da mulher nesse meio. A exemplo, tem-se a jogadora Marta, que de acordo com o Globo esporte, é titulada como melhor jogadora do mundo; porém, desde 2006 recebe aproximadamente 26% do salário de Neymar, instituído pelo mesmo título. Ou seja, torna-se inegável que a ação do Sistema Legislativo de nada adianta, se a sociedade em conjunto ainda vivencia e aceita essas diferenças impostas ao papel da mulher no campo.
Tendo em vista os aspectos mencionados, é dever do Poder Executivo, em parceria com o Ministério do Trabalho, oferecer políticas públicas para a atuação do papel da mulher no futebol. De modo que se tenha um levantamento de dados mensais a cerca das diferenças existentes, bem como, reuniões que abordem ações necessárias para se cumprir o direito da mulher. Dessa forma, se efetuará em uma mudança cultural, a qual será responsável por novas práticas da sociedade, garantindo assim na igualdade de direitos, levando ao reconhecimento do seu papel no campo.