O papel da mulher no futebol
Enviada em 06/10/2020
Segundo a Constituição Federal do Brasil, a prática do esporte é um direito garantido aos cidadãos independente do gênero. Entretanto, o papel da mulher no campo esportivo não é valorizado, já que o preconceito ainda se faz presente no contexto atual. Dessa forma, o futebol feminino é um instrumento de empoderamento e um meio de romper com as construções sociais machistas.
Primeiramente, o desprezo pelas partidas disputadas por mulheres reflete na desigualdade salarial entre atletas masculinos e femininos. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estática(IBGE), as mulheres recebem 30% a menos do que os homens. Essa realidade se repete nos gramados, pois a falta de patrocínio aos clubes, faz o futebol feminino ser visto como um amadorismo. Assim, o grupo superior das equipes masculinas reforça a desigualdade de gênero apresentada pelo IBGE.
Ademais, a ideia de que esporte praticado por mulheres não é profissional é uma construção social que deve ser rompida. Em seus estudos, a antropóloga Margaret Mead concluiu que os comportamentos considerados femininos não são aspectos biológicos. Logo, a atuação das jogadoras no campo desconstrói os valores machista que colocam as mulheres como seres frágeis e mostra que esse preconceito advém de padrões sociais que não condizem com a verdade.
Portanto, o papel da mulher no futebol é uma temática que enfrenta desafios. Desse modo, para garantir a valorização e a continuidade desse modalidade e combater a discriminação presente na humanidade, o governo deve elaborar uma política chamada “Mulheres em campo”, que por meio de parcerias com empresas privadas, disponibilize verbas e materiais de treino para os clubes femininos. Com essa ação, o direito constitucional de acesso ao esporte será uma concretizado no país.