O papel da mulher no futebol

Enviada em 11/11/2020

A segunda onda do Feminismo trouxe grande revolução dentro dos campos sociais, e com ele veio liberdade e o encorajamento às mulheres à práticas esportivas, incluindo o reconhecimento no futebol. Hodiernamente, as mulheres estão cada vez mais inclusas nessa função. Entretanto, ainda existem lacunas dentro da prática, devido ao patriarcado enraizado na sociedade e o machismo encontrado nesse esporte considerado pertencente aos homens.

É relevante salientar, a priori, a Constituição Federal Brasileira de 1988, a qual estabelece isonomia social a ambos gêneros. Contudo, verifica-se, na prática, as mulheres enfrentando uma significativa discrepância em relação aos homens dentro do futebol, haja vista que recebem salários inferiores e enfrentam julgamentos de incapacidade em um ambiente ainda dominado por homens. Nessa conjuntura, é perceptível as mazelas deixadas pelo patriarcado.

Convém ressaltar, ademais, a obra literária “Um teto todo seu”, da escritora e feminista Virgínia Woolf, que por sua vez faz uma ressalva a negligência e misoginia com às mulheres que exercem profissões semelhante a dos  homens. Nesse sentido, à medida em que a prática do futebol é vista como um ambiente exclusivo para o masculino, contribui diretamente para desencorajar mulheres a seguirem suas carreiras no esporte em pauta. Com isso, é notório que medidas devem ser tomadas para atenuar a problemática.

Em síntese, analisa-se as óbices causadas pelo preconceito e machismo encontrados por àquelas que visam seguir o caminho do futebolismo. Dessa forma, é de profunda necessidade que o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos - órgão responsável por ministrar e visar desenvolvimento às causas minoritárias -, atue por intermédio de  criação de cotas em clubes nacionais de futebol, oferecendo patrocínio de artigos esportivos e campos de futebol, a fim de mitigar a problemática. Assim, haverá uma sociedade mais igualitária para fazer jus ao Feminismo.