O papel da mulher no futebol

Enviada em 22/12/2020

No filme “Ela é o cara”, de Andry Fickman, Viola é a melhor jogadora de futebol da escola. Durante a narrativa, o autor aborda à falta de apoio ao time feminino e expõe o preconceito enfrentado pelas atletas no colégio. Para além do cenário cinematográfico, a atual realidade enfrentada pelas brasileiras não está muito distante daquela mostrada no longa-metragem, visto que a aceitação das mulheres no futebol, ainda é uma verdade muito distante. Nesse âmbito, analisa-se que essa problemática é sustentada, sobretudo, pela desigualdade social e pela escassez de recursos.

De início, não há como estimular o futebol feminino em uma sociedade marcada pela assimetria social. Durante o Governo militar, período histórico do século XX, o CND (Conselho Nacional de Despostos), proibia as mulheres de praticar esportes que não fossem adequados a sua natureza. Apesar de não ser citado nominalmente, o jogo se enquadrava na lei. Contudo, tais influências do século passado não trouxeram benefícios para o desenvolvimento do país, uma vez que o pensamento errôneo que mulheres são incapazes e frágeis para o futebol, ainda são visíveis em terras tupiniquins.

Além disso, a inexatidão de investimentos no esporte feminino atrapalha o crescimento das mulheres no futebol. Isso porque, historicamente, os Governos não as tratam como prioridades, o que as condenam, muitas vezes a continuarem ocultas e sem o destaque que merecem. Nesse viés, com a carência de oportunidades e o machismo velado na opinião da sociedade, no Brasil, jogadoras como Marta, eleita pela Fifa cinco vezes como a melhor atleta de futebol do mundo, não obtêm o espaço e reconhecimento que demandam no cenário atual.

Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar o entrave. Assim, o Governo federal, através de uma parceria com órgãos midiáticos, deve promover campanhas que enfatizem a importância das mulheres não só no futebol, mas sim em todos os esportes. Detalhadamente, esse conteúdo deve ser publicado nas redes sociais e em propagandas na televisão, com o objetivo de buscar equiparidade no futebol masculino e feminino e visando gerar mais oportunidades às mulheres. Desse modo, exemplos como o da personagem Viola do filme " Ela é o cara", e da jogadora Marta, serão maiores.