O papel da mulher no futebol
Enviada em 07/01/2021
O filme Valente retrata sobre o machismo no esporte, quando a princesa Merida (personagem da trama) é proibida de praticar arco e flecha por ser considerado um esporte “masculino”. Embora seja ficção, a obra ressalta um desafio da atualidade, visto que, nos dias de hoje, as mulheres ainda enfrentam desafios no esporte. Nesse sentido, é necessário um debate sobre o machismo no meio esportivo e sobre a falta de incentivo a atletas femininas.
A priori, é preciso frisar como o meio esportivo segue sendo extremamente machista. De acordo com Helena Atmann, professora e pesquisadora da Unicamp, o preconceito no esporte seria uma herança histórica, já que em certos períodos, como a Ditadura Militar, mulheres eram proibidas de praticar certos esportes por lei. Desse modo, torna-se evidente que situações de machismo no esporte são resultado de um preconceito que existe a bastante tempo no meio esportivo.
Outrossim, é impetuoso pontuar sobre o pouco, e quase ausente, incentivo às mulheres no esporte. Conforme uma reportágem da Folha de São Paulo, mulheres ganham até menos que um quinto do que homens na seleção brasileira de futebol. Dessa maneira, conclui-se que de fato existe uma falta de incentivo, já que conforme também a Folha de São Paulo, a maior parte da receita da CBF vem do futebol masculino, por meio de patrocínios e ingressos.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater o preconceito contra mulheres no esporte. Logo, cabe às escolas e famílias incentivarem mulheres e meninas a praticarem esportes, por meio de apoio em casa e na escola, tendo em vista, o pouco apoio às atletas femininas e a fim de apoiar as mulheres no esporte. Bem como, compete às empresas e ao governo investirem no esporte feminino, mediante envio verbas e patrocínios, visto que atualmente existe pouco investimento na área e com intuito de ajudar a crescer o esporte feminino.