O papel da mulher no futebol
Enviada em 15/01/2021
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à igualdade, liberdade e ao bem-estar social. No entanto, os desafios da mulher no futebol impossibilita que essa parcela marginalizada da sociedade desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, esse panorama instável e temerário, o qual é fruto tanto da insuficiência legislativa quanto da herança cultural, torna-se fundamental a superação desses desafios, a fim do pleno funcionamento íntegro da sociedade.
Em primeira análise, é valido destacar que a displicância estatal colabora com esse cenário. Analogamente, constata-se na Constituição Federal de 1988 - documento juridíco mais importante do país - em seu artigo 5, que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Contudo, nota-se que não há o pleno exercício da lei ao observar que as mulheres sofrem distinção no futebol devido seu genêro, assim, seu direito de igualdade é negligenciado. Desse modo, fica claro que a igualdade não é um recurso democraticamente pleno no Brasil.
Vale ressaltar, ainda, a herança cultural como promotora do preconceito que as mulheres sofrem no futebol. De acordo com o sociólogo Durkheim, “A consciência coletiva é um sistema de tradições, que exerce pressão sobre o ser humano de maneira a influenciar seu comportamento”. Partindo desse pressuposto, observa-se que, desde a Idade Média, a consciência coletivada época era distorcida quanto a prática de esporte por mulheres, pois, acreditava-se que o corpo feminino era destinado à reprodução e que o esporte poderia masculiniza-lo, tornando-o infertil. Logo, a herança cultural contribui com esse quadro deletério, já que a consciência coletiva da Idade Média vem se passando ao longo das gerações pela herança cultural.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para democratizar o acesso feminino ao futebol no Brasil. Dessarte, com o intuito de mitigar a problemática, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que por intermédio do Poder Legislativo, será revertido na criação de leis que tornem a distinção de genêro no futebol crime, por meio do Poder Legislativo que deverá aplicar e fiscalizar essas leis. Além disso, urge que o Ministério da Educação implemente palestras ministradas por psicólogos nas escolas, a fim de reverter a herança cultural preconceituosa. Desse modo, essa parcela da população desfrutará de seus direitos humanos e constitucionais.