O papel da mulher no futebol
Enviada em 16/01/2021
No filme “Ela é o Cara”, a obra conta a história de uma adolescente que não pode jogar futebol por sua escola não possuir times femininos, de modo que ela precisa se vestir de homem para conseguir praticar essa modalidade. Análogo a isso, é possível observar esse cenário na sociedade brasileira, visto que há poucas mulheres inseridas no futebol. Nessa perspectiva, é necessário analisar como o machismo social e a atuação do Estado influenciam essa problemática.
Primeiramente, é válido salientar que a herança ideológica do machismo conservou-se na coletividade e perpetuou a exclusão das mulheres no futebol. Isso pode ser explicado, pela teoria dos papéis do sociólogo Peter Berger, a identidade é atribuída ao indivíduo a partir de suas vivências e primeiro contato com o mundo. Sob essa óptica, é possível observar esse panorama na sociedade, uma vez que a história das sociedades de todos os territórios mundiais é baseada na estrutura patriarcal, de maneira que há mais representatividade masculina, consoante a história. Além disso, segundo dados do site G1 Notícias, a visibilidade dos jogos masculinos é maior do que os femininos. Desse modo, a manutenção desse costume corrobora para o descrédito da mulher no futebol, uma vez que elas não possuem notoriedade.
Em segundo plano, vale ressaltar que o Estado não possuir políticas públicas de integração da mulher no ambiente esportivo está diretamente relacionado a essa problemática. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Hegel, o Estado é o pai da sociedade e tem o dever de cuidar dos seus filhos. Todavia, não é factível visualizar esse cenário no Brasil, uma vez que o número de times municipais masculinos é maior que os femininos, de conformidade com o site G1 Notícias. Dessa forma, a falta de medidas do Estado em relação ao baixo número de times femininos nos municípios contribuí para a falta de representatividade da mulher no futebol.
Portanto, são necessárias medidas concretas que visem solucionar o machismo social e a atuação do Estado. Nesse viés, é necessário que a Mídia transmita o mesmo número de jogos para ambos os gêneros, por meio dos canais televisivos, a fim de que a sociedade mude os padrões de somente ver jogos de homens, e comece a ver de ambos os gêneros. Paralelamente, é preciso que o Estado faça com que todos os munícipios tenham o mesmo número de modalidades para ambos os sexos em todo o território nacional, por meio do Poder Legislativo, com a finalidade da representatividade feminina aumentar no país. Para que então, as mulheres aumentem sua inserção no futebol brasileiro.