O papel da mulher no futebol

Enviada em 24/02/2021

O futebol, ainda hoje, é caracterizado por ser um espaço majoritariamente masculino. Desse modo, é facilmente gerado um forte machismo sobre o exercício dessa profissão, ou até mesmo hobbie, pela mulher. Um exemplo disso, foi a fala de Keys, um comentarista inglês, que estava duvidando da bandeirinha simplesmente por ela ser mulher.

Assim sendo, o esporte é, na maioria das vezes, definido como “coisa de menino”, o que impede o contato das moças com a atividade, desde crianças: enquanto garotas brincam de boneca, garotos jogam bola. Posto isso, é gerada uma visão equivocada de que meninas não entendem e que são incapazes de executá-lo. Como no caso do ex-conselheiro do Santos, Sérgio Ramos, que afirmou, em uma live, que “futebol feminino é um lixo”, apenas reforçando o machismo velado presente no meio esportivo, principalmente futebolístico.

Além disso, por conta da misoginia, a categoria feminina não possui maiores investimentos, como televisioná-la, gerar publicidades ou entregar salários mais altos para jogadoras, resultados esses, advindos de justificativas banais. Em 2019, Gabriel Camargo, presidente do Tolima, disse, como desculpa para a falta de aplicação de verbas, que “o futebol feminino é um tremendo terreno fértil para o lesbianismo”. Porém a lesbianidade não é algo ruim, muito menos argumento para dizer se as futebolistas possuem técnica ou não.

Dessa maneira, faz-se necessário que os Clubes de futebol invistam mais na modalidade feminina, televisionando-a em canais abertos e fechados, por exemplo. Para que, assim, chame a atenção de marcas e da população, gerando, além de renda econômica, a normalização do papel da mulher no esporte, já que o público é bastante influenciado pelas mídias.