O papel da mulher no futebol

Enviada em 14/04/2021

Na clássica obra “Orgulho e Preconceito” da escritora inglesa Jane Austen, a personagem principal, Elizabeth Bennet, é uma mulher muito a frente de seu tempo; sem nenhum interesse em casar-se e ter filhos – o que era muito incomum para a época. Fora da ficção, as mulheres ainda enfrentam muitos desafios para conquistar o seu espaço na sociedade; principalmente no que se refere ao papel destas no futebol. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

A princípio, a desigualdade de gênero é um problema social que age diretamente para a propagação desse impasse, visto que a remuneração de mulheres jogadoras, exercendo as mesmas funções que seus colegas homens ainda é muito inferior. De acordo com o Centro de Pesquisas Pew, nos Estados Unidos a desigualdade salarial entre homens e mulheres é 15% favorável à eles. Assim, deixando claro esse “abismo” de diferença salarial de homens e mulheres no futebol.

Ademais, valores de antigas culturas machistas, em que a mulher é vista como “vulnerável”, ”frágil” e ”incapaz” e com esteriótipos de que o papel da mulher é ser ”cuidadora do lar”, e de ”gerar filhos”, são os impulsionadores do problema. É imprescindível a atuação de políticas públicas que solucione esse impasse.

Portanto, tendo em vista os argumentos apresentados, é mister que o Estado tome medidas para melhorar o quadro; é de suma importância que o mesmo, juntamente com o poder Legislativo, crie medidas, por meio de leis, que assegurem uma remuneração igualitária às mulheres jogadoras, a fim de promover a igualdade de gênero no futebol. Somente assim, será possível a construção de uma sociedade em que homens e mulheres tenham os mesmos direitos.