O papel da mulher no futebol

Enviada em 06/07/2021

Na Grécia Antiga, as atenienses não possuíam os mesmos direitos que os homens, já que elas eram proibidas de participar dos Jogos Olímpicos, nem sequer podiam assistir às competições. Com o avanço das sociedades, as mulheres têm exercido funções semelhantes as dos homens, ao passo que elas conquistaram o direito à participação nas atividades esportivas. Contudo, é evidente que, no Brasil, ainda há desafios relacionados a essa temática, pois o esporte feminino é, em geral, desvalorizado no país. Sendo assim, o sexismo e a falta de incentivo familiar estão dentre os principais problemas ligados ao tema. Dessarte, são necessárias medidas que  valorizem  o esporte feminino no Brasil.

Inicialmente, destaca-se que a discriminação de gênero é um entrave ao esporte feminino. Nesse caso, percebe-se que as mulheres são consideradas como o sexo inferior e, por isso, esportes, a exemplo do futebol, são vistos como um “esporte masculino”. Consoante o pensamento do sociólogo Émile Durkheim, os padrões sociais exercem força sobre os indivíduos e os levam a conformar-se às normas da sociedade em que vivem, sem que eles percebam, por meio da coerção social. Igualmente, a coletividade brasileira normaliza o sexismo e o padroniza. Assim, não se age abertamente afirmando que as mulheres são inferiores no esporte, mas sim de maneira escondida, ao compactuar com padrões, os quais não atribuem a mesma repercussão que o esporte masculino recebe.

Ademais, convém lembrar acerca da falta de incentivo familiar. Nesse sentido, comumente, as meninas não aprendem a valorizar as práticas esportivas em seu próprio lar, já que seus pais não as estimulam a praticar esportes e, caso alguma tenha vontade de ser esportista, não recebe apoio, o que não ocorre com os meninos que são encorajados a serem jogador de futebol. Tal situação perpetua-se devido a persistência do machismo enraizado desde o Brasil Colônia, em que as mulheres possuíam apenas trabalhos domésticos e não dispunham de liberdade na realização de suas ações. Por conseguinte, meninas tornam-se mulheres que desconhecem a importância do esporte feminino e ainda podem se frustrar por não terem seguido o sonho de praticar  algum  por medo de julgamentos.

Logo, alternativas devem ser apresentadas para a problemática que envolve a valorização do esporte feminino no Brasil. Para tanto, o Ministério da Mulher precisa realizar campanhas, por meio das redes sociais, como o Instagram, que mostre como o sexismo prejudica a mulher no esporte e aborde a necessidade de combater padrões preconceituosos, a fim de oferecer a elas igualdade nas práticas esportistas. Além disso, as escolas municipais devem realizar oficinas femininas de esporte com a participação dos pais, com o fito de mostrar que as meninas podem exercer qualquer  esporte. Com tais ações, provavelmente, o esporte feminino será valorizado no Brasil, ao contrário da Grécia Antiga.