O papel da mulher no futebol
Enviada em 22/07/2021
No filme americano “Ela é o cara”, é contada a história de Viola, que ama jogar futebol, mas ao saber do término do time feminino de sua escola, resolve se disfarçar de Sebastian, seu irmão gêmeo, e buscar uma vaga no esporte entre os homens, no colégio dele. Assim, a história mostra as dificuldades enfrentadas pelas mulheres em comparação aos homens. Fora da ficção, é fato que são os mesmos problemas encontrados na desvalorização e na invisibilidade das mulheres no futebol brasileiro. Isso se dá, principalmente, pela inexistência de reconhecimento nas mídias sociais e pelo preconceito feito pela sociedade em relação ao gênero.
Segundo Silvana Goellner, pesquisadora do Centro de Memória do Esporte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (CMEFRS), o papel que a nossa sociedade designa para as mulheres é secundário, não é um papel de protagonismo. E há essa ideia de que o Brasil é o país do futebol. No entanto, quando se fala de um esporte que é a identidade nacional e que é representado sobretudo pelos homens e para os homens, isso piora. Sob essa visão, é possível afirmar que a ignorância feita pelas mídias televisivas e pelo governo, ao não incrementar técnicas para mostrar o devido reconhecimento, é um dos principais fatores para que esse problema se agrave cada vez mais.
Outrossim, é necessário apresentar que o preconceito realizado pela sociedade quanto ao gênero é um conflito que auxilia para que esse problema cresça. Acerca disso, conforme a jogadora mundialmente famosa Marta Silva, é nosso compromisso que a igualdade de gênero em todas as áreas não seja mais um sonho e sim a realidade. Dessa maneira, é notório que a existência de estereótipos preconceituosos vinda da sociedade no futebol brasileiro é grande, e que o pensamento de que as mulheres devem ficar na cozinha e brincar de boneca se faz presente. Logo, é necessário tomar as providências cabíveis.
Portanto, medidas devem ser tomadas para o combate à invisibilidade e à desvalorização das mulheres no futebol brasileiro. Logo, é preciso que o Conselho Nacional do Esporte e a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) criem projetos de conversação e de palestras sobre o quão importante é o reconhecimento do esporte feminino no contexto brasileiro em parceria com a sociedade. Ademais, é necessário que, a mídia realize campanhas publicitárias e transmissões televisivas, já que, propagandas e novelas podem mostrar as realidades vividas é conscientizar a população de que esse problema precisa ter mais importância. Assim, no futuro, a população brasileira saberá reconhecer a igualdade de gênero e essa invisibilidade irá diminuir e acontecimentos como do filme “Ela é o cara” não irá se repetir.