O papel da mulher no futebol

Enviada em 04/08/2021

No desenho animado “Mulan” a personagem por ser mulher não é vista como capaz de ir para a guerra e ajudar sua família, por isso ela corta seus cabelos e se veste de homem para conseguir lutar pelo seu país. Fora das telas, a invisibilidade feminina é muito comum, principalmente no futebol. Ao refletir a respeito do papel da mulher no futebol, no século XXI, a problemática ocorre em virtude da visão da mulher como objeto e extremamente sexualizada, o que acarreta nas grandes diferenças de trabalho entre os jogadores e as jogadoras. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.

A princípio, torna-se possível perceber, que ao redor do mundo há o conceito estereótipo da mulher brasileira, o qual visa principalmente a sexualização das mulheres. Diante disso, percebe-se, de acordo com a teoria da Reificação de Karl Marx, o filosofo conta que a mulher é vista como um objeto, isto é, uma coisa, vista como mercadoria pela sociedade. De maneira análoga, as histórias em quadrinhos da “Mulher Maravilha”, conta a história de uma Amazonas que luta para defender o mundo, porém desde os quadrinhos e até se tornar filme houve uma grande sexualização da personagem, com trajes justos e curtos, pois na época a maioria dos consumidores eram homens e precisava de algo para “atraí-los” para consumir os quadrinhos. Em suma, a visão da mulher em foque no seu corpo e capacidade está enraizada na sociedade em diversos níveis.

Desse modo, a invisibilidade das mulheres no futebol ocorre desde a Grécia Antiga, quando elas não podiam jogar, por não serem consideradas capazes pela sua forma física. À vista disso, nota-se que o futebol feminino tem enfrentado grandes lutas para se consolidar no mercado, uma vez que desde o apoio da mídia e marcas é cada vez mais comum o esporte. No entanto, a disparidade é enorme entre o time marculino e femino, tal como: a diferença salarial, patrocínio, exibição na tv e até mesmo de uniformes. Uma vez que no primeiro jogo da seleção os uniformes foram feitos com sobras dos uniformes do time marculino. Logo, essa desigualdade evidencia o preconceito com o g feminido.

Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, a educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate à sexualização da mulher nos esportes — assim elas possam ser avaliadas pelo seu jogo e não seu corpo — de forma que o tecido social desprenda-se de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante, o qual não seja necessário que pessoas como Mulan mudem sua aparência para serem aceitas.