O papel da mulher no futebol

Enviada em 13/08/2021

Os Jogos Olímpicos foram criados com o objetivo de utilizar o esporte como instrumento para promoção da paz, da união e do respeito. Sob essa ótica, ele precisa ser fomentado como ferramenta de inclusão social, tendo em vista, principalmente, a igualdade de gênero. No entanto, o papel da mulher no futebol encontra-se desvalorizado, uma vez que há  a categorização por muitos como inferior em comparação ao praticado pelos homens. A partir disso, a negligência governamental e o machismo são responsáveis por invisibilizar as mulheres nesse meio.

Em primeiro plano, evidencia-se a ineficiência do governo na garantia e na manutenção do bem-estar social. Com isso, a sociedade não dispõe de meios que assegurem as virtudes presentes na Constituição Federal de 1988, a qual garante igualdade de direitos e deveres a todo cidadão brasileiro. Nesse sentido, o descumprimento da Carta Magna demonstra a negligência governamental disposta em solo e o descaso com a população, especialmente com as mulheres que são restringidas de direitos fundamentais, como conformidade de práticas esportivas. Logo, a obra “O cidadão de papel”, de Gilberto Dimenstein, apresenta a incompetência da máquina administrativa do país, pois o escritor afirma que os direitos constitucionais residem somente na teoria.

Ademais, é perceptível o machismo ainda presente em âmbito social como responsável por uma maior desigualdade de gênero.  Nesse contexto, hodiernamente, o pensamento do sociólogo Pierre Bourdieu, o qual afirma que a violência aos direitos humanos não consiste somente no embate físico, mas também na perpetuação de preconceitos contra determinado grupo social, coloca em exibição a aversão masculina em relação às mulheres jogando bola. Destarte, segundo noticiado pelo jornal A Gazeta, a desvalorização do futebol feminino no Brasil é proveniente por haver a chamada distinção de gênero em diversas atividades, na medida em que muitos homens consideram as mulheres como incapazes de executar determinadas tarefas, fato que contribui para esse quadro caótico.

Portanto, faz-se necessário o debate acerca do papel da mulher no futebol. Assim, cabe ao Ministério da Cidadania, órgão responsável pela promoção e criação de programas culturais e esportivos, a elaboração de projetos de inclusão do gênero feminino no ramo do futebol brasileiro, mediante verbas destinadas do cofre públicos. Além de providenciar com o Ministério da Educação, campanhas, por meio do capital proveniente do governo, que alertem e conscientizem a sociedade referente à igualdade de práticas esportivas, com o intuito de desconstruir o pensamento machista enraizado na população e enaltecer o objetivo de respeito nos jogos.