O papel da mulher no futebol
Enviada em 24/08/2021
A cidadania e o futebol
Durante o período da Dinastia Tang, ouve registros de que uma garota de 17 anos conseguiu derrotar uma equipe de soldados do exército em um exercício militar que na época era conhecido como “cuju”, que por sua vez viria a ser o que hoje conhecemos como futebol. Desde muito tempo o futebol era um exporte popular em todas as classes e extratos sociais, chegando a ter sido praticado pelo próprio imperador Taizu (927-976). Diante de tal fato, o futebol feminino uma expansão e reconhecimento da cidadania da mulher e do seu direito de praticar desportos. Tornando, portanto, a sua represália um empecilho para a consolidação dos direitos de cidadania.
Desse modo, um jornal esportivo da época comentou sobre a primeira partida de futebol feminino registrado pela FIFA em 1885 que “Se o futebol feminino morrer, será uma morte difícil”. Tal frase descreve não apenas a luta feminina pelos direitos de igualdade como também a consolidação dois direitos garantidos pela democracia e que a participação feminina no futebol é de suma importância para a garantia desses direitos pois os mesmos são alicerces da civilização ocidental que evoluiu nesta questão e hoje estão prescritos na constituição.
Por esse viés, torna-se essencial que as mulheres venham a praticar o futebol e outros desportos pois os mesmos são garantia de seu direito como cidadãs, pois os mesmos são garantia do estado democrático de direito e da consolidação da cidadania brasileira. Portanto a mesma se torna parte da conquista dos direitos sociais essenciais para o desenvolvimento de uma nação. Dessa maneira, no ano de 1941 o Decreto-Lei 3199 que proibia mulheres de jogar o desporto foi criado, o mesmo, porém, não determinava a possibilidade de arbitragem feminina, o que fez de Asaléa de Campos Micheli a primeira mulher a terminar o curso de arbitragem. Nota-se, portanto, que o progresso do futebol feminino é um progresso de luta e resiliência para a conquista do direito a pratica de desportos e garantir o sucesso de sua seleção mesmo sem patrocínio, chegando até mesmo a ganhar menos que os homens, não desistindo ainda assim.
Diante dos fatos supracitados, percebe-se que o futebol feminino é essencial para o pleno exercício da cidadania. Necessita-se, portanto, que o Ministério da Educação promova meios de popularizar este desporto entre alunas de ensino infantil, fundamental e médio, através do ensino deste esporte e suas regras em aulas de Educação Física. Desta forma, haverá a concretização dos direitos existentes na constituição.