O papel da mulher no futebol
Enviada em 25/08/2021
No lançamento do filme “Capitã Marvel”, comentaristas duvidaram do sucesso que a produção poderia ter, devido a personagem principal ser uma mulher e heroína, enquanto na maior parte dos filmes da Marvel priorizam o homem como centro das atenções. Mas, a obra cinematográfica bateu recordes de bilheteria em diversos países. Fora essa reviravolta, é fato que a sociedade brasileira passa constantemente por situações semelhantes no futebol feminino, o qual sofre por uma rejeição do corpo social que não aceita o caso de mulheres que saibam jogar e joguem tão bem quanto um homem. Acarretando na disseminação da desigualdade entre os dois gêneros.
Desse modo, é importante destacar que Marta foi eleita, seis vezes, pela FIFA como a melhor jogadora de futebol do mundo, além de ter ganho duas vezes na premiação de Bola de Ouro. Assim, fica nítido que a questão da falta de visibilidade no futebol feminino é realmente a resistência na aceitação que mulheres conseguiram conquistar o seu lugar nesse esporte. Com isso, quebra-se o antigo tabu de que balé é para meninas e futebol para meninos.
Ademais, com a ausência do apoio dos torcedores nas jogadoras faz com que o futebol masculino esteja à frente no lucro que acumula, devido ao grande público que conquistou, obtendo, deste jeito, mais patrocinadores. Diferente do que acontece com as mulheres que acabam recebendo um salário menor, sendo que ambos exercem a mesma profissão. A frase “Quero ser lembrada como a menina que não abaixou a cabeça” da ativista Malala representa bem todas as meninas brasileiras que hoje jogam profissionalmente em um país que não se interessa em investir no futebol feminino.
Portanto, é preciso que o Governo tome providências para solucionar a situação atual. Para o reconhecimento do papel das mulheres no futebol, urge que a Secretaria Espacial do Esporte crie, por meio de acordos com o Legislativo, um projeto de lei que exija a regularização da média salarial dos jogadores, sendo imparcial na questão de gênero. Somente assim, será possível que a mídia comece à se interessar em investir no futebol feminino, logo, transmitindo cada vez mais partidas.