O papel da mulher no futebol

Enviada em 08/02/2022

Para o filósofo Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem os mesmos direitos e deveres. Contudo, tal tese não é verdadeiramente aplicada no Brasil, visto que embora as mulheres desempenham os mesmos papéis do que os homens no futebol, ainda não recebem os mesmos salários e mesma visibilidade. Esse cenário antagônico tem como causas o preconceito enraizado na sociedade e o desamparo governamental.

Em primeira análise, a nação brasileira ainda possui uma cultura patriarcal. Nesse sentido, para a pensadora Simone de Beauvoir “o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Desse modo, é nítido que a população se habituou à considerar as mulheres inferiores, devido que há muitos séculos as mulheres são colocadas nessa posição. Assim, o sexo feminino é afetado diretamente no futebol, pois a sociedade não as veem no mesmo nível capacitante do que o dos homens e com isso têm menos apoio motivacional e salários mais baixos.

Além disso, a falta de amparo do governo contribui para que o papel da mulher no futebol seja desvalorizado. Nesse contexto, a Constituição de 1988 assegura que os direitos sejam iguais para todos os cidadãos. No entanto, embora as mulheres sejam claramente desvalorizadas economicamente e socialmente no quesito futebolístico, o Estado não se compromete em reverter essa situação, de modo que o sexo feminino persiste sem os direitos igualitários como constado no documento.

Portanto, é preciso intervir sobre o problema. Para isso, urge que as escolas acrescentem nas aulas, a questão do machismo e da desigualdade de gênero em todos os âmbitos sociais, inclusive no esporte. Tais aulas devem incentivar as meninas a participarem do futebol e atentar aos alunos no geral de que o sexo feminino possui os mesmos direitos e capacitades, com a finalidade de amenizar as marcas da cultura patriarcal presente no país. Dessa forma, espera-se que o papel da mulher no futebol seja mais valorizado.