O papel da mulher no futebol

Enviada em 05/10/2021

O artigo 6 da Constituição federal de 1988 diz que “são direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a proteção à maternidade e a assistência aos desamparados”. Contudo, ao analisar a importância do papel da mulher no futebol, verifica-se que, lamentavelmente, tal prerrogativa na prática não tem sido tratada da maneira que merece. Dessa forma, o problema motivado pela lenta mudança na mentalidade populacional e pela disparidade social promove mais um impasse entre os cidadãos brasilienses.

Sob esta perspectiva, é importante sobrepujar que o desdém a tardia alteração no pensamento global está entre os problemas para a incursão do estorvo. Isso, consoante ao pensamento do sociólogo frances Émile Durkheim, de que o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob esta lógica, é possível perceber que a questão da dispensabilidade da participação do meio feminino no esporte é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna a sua solução ainda mais complexa. Logo, é inadmissível que tal situação se propague, pois traz consequências gravíssimas para uma civilização como, por exemplo, a difícil inserção da mulher no meio esportista.

Ademais, é imperativo destacar uma dissimetria coletiva como um dos fatores que validam a persistência da problemática. Em suma, o Coeficiênte de Gini foi desenvolvido com o intuito de medir as desigualdades de uma corporação, por exemplo, de riqueza, de renda e de educação. Nessa lógica, segundo o índice de Gini, a discrepância social teve um aumento significativo em 2017 decorrente da crise econômica, o que, consequentemente, prejudica o aparecimento feminal em competições de futebol até os dias atuais. Sendo assim, é inaceitável que, em pleno século XXI, ainda haja desigualdade social que, além de submeter a população a condições desumanas, priva as pessoas de seus direitos básicos.

depreende-se, portanto, o quão urgente é a resolução desse árduo panorama. Para isso, a mídia, conjunto de meios de comunicação social de massas, deve criar um projeto que vise informar os habitantes sobre a importância do papel da mulher no futebol. Isso deve ocorrer por meio de propagandas televisivas e reportagens, com a participação da comunidade, a fim de garantir a equiesciência dos indivíduos prejudicados e mobilizar a nação. Assim, poder-se-á evidenciar o cumprimento de uma das normas da Contituição Federativa do Brasil, que são os direitos sociais já mencionados.