O papel da mulher no futebol

Enviada em 05/10/2021

Na Constituição Federal de 1988, assegura-se o direito inalienável à igualdade dos cidadãos. No entanto, ainda é presente na sociedade brasileira a refutação deste direito, dado que um exemplo é a realidade esportista. Nesse viés, é evidente que mesmo as mulheres conquistando espaço, a desigualdade permance exacerbada devido preconceitos, e também pela falta de políticas públicas ao incentivo esportivo feminino.

De fato, é notório que o preconceito estrutural, no qual é um conjunto de práticas históricas e culturais, tange uma desigualdade.  Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE), em 2010, asmulheres ganham 72,3% do salário de um homem que ocupa o mesmo cargo e possui a mesma escolaridade ou menos, da mesma froma ocorre com o esporte, como acontece com a jogadora Marta, se comparar as pontuações entre ela e um jgador homem, existe abismos de diferenças salariais, intensificando a desigualdade, desrepeitando a CF de 1988.

Outrossim, a falta de políticas públicas influência nas questões de preconceito, de modo que ocorre uma divisão no futebol através de gêneros. Na Idade Média, às mulheres tinham o dever de cuidar das tarefas de casa, mas após a Segunda Guerra Mundial, ganhou-se espaço entre os homens em diversos âmbitos, um deles foi a liberdade de expressão, que permite a mulher de escolher como se enquadrar na sociedade, todavia a ineficácia de projetos no futebol que integra mulheres igualmente, corroboram com a distinção entre os sexos.

Destarte, é imprescindível a tomada de medidas atenuantes nesse paradigma social que fere a Constituição Cidadã, por não atender o direito de igualdade. Assim, cabe ao poder Legislativo e Executivo, criar e assegurar uma lei que atenda a igualdade salarial entre mulheres e homens no esporte, a fim de ser um meio para quebrar a desigualdade e o preconceito. Ademais, o Ministério do Esporte, deve promover projetos com a inclusão de meninas e meninos, levando para as escolas com intuito de desde crianças normalizar esse movimento igualitário no futebol.