O papel da mulher no futebol

Enviada em 05/10/2021

‘‘Brasil, País do Futuro’’ é uma obra escrita pelo renomado Stefan Zweig para enaltecer não somente aspectos positivos da Nação, mas também para denunciar graves violações à dignidade humana. Tal senso crítico apresentado na coletânea de Zweig, convida o homem hodierno a uma importante missão: demonstrar o papel fundamental da mulher no futebol. Esse panorama cruel suscita ações mais efetivas tanto do Poder Público quanto da sociedade com o fito de solucionar esse problema.

De fato, vale analisar a postura negligente do Estado, no que se refere a mulher no futebol. A esse respeito, o filósofo Aristóteles afirmou, em sua obra Ética ‘‘A Nicômaco’’, que a sociedade somente encontrará equilíbrio se houver igualdade social para todos. No entanto, pode-se afirmar que a falta de investimentos no setor do esporte feminino corrobora o direito de igualdade social garantido no Art.5 da Constituição Federativa de 1988.

Outrossim, a posição inerte do corpo social corrobora esse flagelo. Ademais, o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra ‘‘Modernidade Liquída’’, afirma que vivemos em tempos liquídos o qual sentimentos como empatia e respeito esvaem-se pelos vãos dos nossos dedos. Seguindo essa linha de pensamento, a sociedade é marcada por traços de ignorância que contribuem na marginalização das pessoas no que se refere ao papel da mulher no futebol.

Urge, pois a união do binômio Arena Pública e Ministério da Cidadania, a fim de desconstruir essa mazela. Portanto, cabe ao Poder Público acrescentar nas instituições de ensino a prática de futebol feminino, promovendo cade vez mais participação. Logo, cabe ao corpo social, com o auxílio da mídia, por meio de ficção engajada popularizar o esporte feminino, com o objetivo de maior valorização.