O papel da mulher no futebol

Enviada em 18/11/2021

O escritor brasileiro, Gilberto Dimenstein, afirma que, embora o país possua um conjunto de leis, elas estão retidas ao plano teórico, percebe-se que essa tese aplica-se ao papel feminino no futebol, haja vista que a Declaração Universal dos Direitos Humanos declare que todos os cidadãos sejam iguais em liberdade e direitos, isso não ocorre no mercado bilionário do mundo dos esportes, posto que, as mulheres são marginalizadas no meio. Assim, é imperioso atentar-se à problemática com ênfase no princípio de igualdade fundamentado por lei e pela falta de ativismo social.

Dentro dessa lógica, no que concerne ao imbróglio, o governo causa um impacto negativo na questão. De acordo com Rousseau, filósofo suíço, o cidadão cede parte de sua liberdade ao Estado, por meio das leis, para assim chegar a um equilíbrio social. Porém, o processo educacional deveria ser base para promover a igualdade de gênero, desestruturar o machismo velado oferecendo desde o ensino primário o incentivo ao respeito e à liberdade, através de aulas teóricas de história, assim como a inclusão de meninas aos esportes considerados masculinos, como o futebol, nas aulas de educação física. Em suma, para que assim no futuro haja uma valorização e uma concorrência justa no mundo do futebol, respeitando as pautas constitucionais.

Destarte, é válido ressaltar a citação de Martin Luther King, ativista social estadunidense, “Quem aceita o mal sem protestar coopera com ele”. Ou seja, a ausência de manifestação social contribui para a persistência do problema. Em adição, a falta de engajamento acaba por corroborar com a exclusão e/ou pouca participação feminina no futebol, seja com a baixa audiência nos campeonatos exibidos, com a falta de discussão, principalmente nas redes sociais em pressionar patrocinadores a apoiarem as equipes femininas. Logo, existe uma negligencia dos cidadãos em apoiar a causa e contribuir com soluções a incentivarem o mercado do futebol que inclui as mulheres.

Diante dos argumentos supracitados, por fim, é necessária a formulação de ações eficazes para sanar a adversidade referida. Por conseguinte, o governo federal, por meio do Ministério da Educação criará políticas para implementar a discussão da igualdade de gêneros e da participação feminina no futebol, desde o ensino fundamental, previamente estabelecidas entre os professores de história e educação física nos horários regulares sem alteração da grade, a fim de mediar a falta de meios para reafirmar o papel da mulher no futebol. Em síntese, a marginalização das jogadoras de futebol será sanada na contemporaneidade.