O papel da mulher no futebol

Enviada em 14/02/2022

Para o filósofo Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem os mesmo direitos e deveres. Contudo, tal tese não é verdadeiramente aplicada na democracia do Brasil, visto que, embora as mulheres desempenham os mesmos papéis do que os homens no futebol, elas não recebem os mesmos salários e a mesma visibilidade. Esse cenário antagônico tem como causas o preconceito enraizado na sociedade e a falha educacional.

Primeiramente, é válido destacar que a nação brasileira ainda possui uma cultura patriarcal. Nesse contexto, desde a vinda da família real para o Brasil, o pensamento machista foi instaurado no país. Assim, é notável que a população se habituou ao pensamento errôneo que considera o sexo feminino como inferior ao masculino, fazendo com que o futebol feminino seja diretamente afetado e faça com que elas tenham menos apoio motivacional e econômico.

Além disso, o ensino educacional deficitário contribui para que o papel da mulher no futebol seja desvalorizado. Nesse sentido, o filósofo Imannuel Kant afirmava que “o ser humano é aquilo que a educação faz dele.” Dessa forma, se há um problema social, logo há uma base educacional falha, pois as escolas são grandes responsáveis pela formação do indivíduo e se apresentam muitas vezes inoperantes quando pouco abordam sobre a questão da invisibilidade da mulher no futebol.

Portanto, é preciso intervir sobre o problema. Para isso, urge que as escolas públicas e privadas do país, acrescentem nas aulas, o tema da desigualdade de gênero no esporte, por meio de oficinas de debates sobre o tema com mulheres que tenham relatos das dificuldades enfrentadas no ramo futebolístico feminino, com o intuíto de educar os alunos sobre as realidades desiguais no esporte amenizar as facetas do patriarcado presentes nos pensamentos dos brasileiros. Desse modo, espera-se que o papel feminino no futebol seja devidamente valorizado.