O papel da mulher no futebol

Enviada em 08/11/2022

Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é possível perceber a mesma condição no que concerne à falta de relevância do papel da mulher no futebol. Com isso, observa-se um grave problema que tem como causas a omissão estatal e o silenciamento midiático.

A princípio, a negligência estatal mostra-se um complexo dificultador. Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsa-bilidade não está sendo honrada, visto que não há, de maneira homogênea, um ensino de qualidade que proporcione criticidade ao abordar pautas sociais - como o papel que a mulher atua no futebol. Sob esse viés, esse nítido descaso estatal, não assegura igualdade de gênero no cenário esportivo, uma vez que no imagi-nário popular o futebol é um ambiente, majoritariamente, masculino. Dessa forma,

esse pensamento retrógrado ocasiona em uma segregação, o que mostra que tal bem-estar não está sendo usufruído efetivamente pelo corpo social.

Ademais, é ingênuo pensar que a má influência midiática não funciona como um catalisador. Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilida-de para que soluções sejam promovidas. Entretanto, há um silenciamento instaura-do referente ao lugar que a mulher ocupa no futebol, haja vista que não há, de maneira eficaz, documentários, nos meios de comunicação em massa respeito. Por conseguinte, a mídia, de forma subliminar, contribui para a normalização de maze-las sociais. contudo, tal trivialização pode acarretar uma baixa inserção do público feminino, muitas vezes por serem desacreditadas e sofrerem preconceitos constantes, o que pode ocasionar doenças psicossomáticas - como a depressão.

É imprescindível, portanto, que medidas estratégicas sejam tomadas. Para isso, o governo, como promotor da qualidade de vida, deve criar um programa que consistiria em entrevistas com especialistas, por meio de debates e palestras nas escolas, a fim de mitigar a estratificação e o estigma que as mulheres sofrem em ambientes desportivos, como o futebol. Tal ação pode, ainda, conter uma divulgação na mídia para que a população tome conhecimento. Desse modo, será possível sair da inércia em que se encontra.