O papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade

Enviada em 19/09/2025

A ressocialização das pessoas privadas de liberdade é um enorme desafio que a sociedade enfrenta perante o encarceramento em massa vivenciado no Sistema Prisional Brasileiro. A superlotação dos presídios, as condições indignas e até insalubres as quais eles estão submetidos , além da presença marcante de facções criminosasdentro dos presídeos, atuam negativamente no comportamento, pós soltura, dos indivíduos que ali estão. Somado a isso o preconceito e indisponibilidade em acolher e integrar os ex presidiários corroboram para mantê-los marginalizados e por vezes serem reincidentes no mundo do crime.

Em 2017, após as rebeliões ocorridas nos estados do Rio Grande do Norte e Amazonas, com dezenas de mortes e fugas de presos, a sociedade teve seus olhos voltados para o grande problema vivenciado dentro dos presídeos do país, problemas estes caracterizados não pela sua hipertrofia, mas também pela fragilizade do Estado em manter ordem e controle dentros dos muros prisionais. Ficando esta, por conta de organizações criminosas que controlam e comandam todos os que a ela pertencem, seja fora ou dentro dos presídeos. Refletindo dessa forma, no falho manejo dos presidiários por parte do Governo, o qual deveria empenhar-se em oferecer mecanismos de descontrução da criminalidade e construção de princípios e meios para sua reintegração na sociedade.

Sociedade esta, que diante do preconceito já enraizado e passado de geração em geração, fecha toda e qualquer oportunidade de reingresso e acolhimento para um ex detento. Negando, na maioria das vezes, a oportunidade de emprego e convívio social. Mesmo que o mesmo tenha cumprido devidamente a pena que foi imposta judicialmente.

Logo, se faz urgente a retomada do controle prisional pelos órgãos responsáveis, com medidas mais enérgicas como bloqueadores de celular e isolamento dos líderes de facções que porventura já estejam presos. Além de medidas como oferecimento de cursos profissionalizantes aos presos ainda em cumprimento de pena, bem como incentivo fiscais às Empresas que ofereçam o primeiro emprego ao detento recém introduzido na sociedade. Bem como campanhas educativas para acolhimento e reintegração destes indivíduos no convívio de todos.