O papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade
Enviada em 08/11/2025
Segundo a socióloga Djamila Ribeiro, o primeiro passo para se resolver uma problemática é tirando-a da invisibilidade. De maneira análoga, a ressocialização de pessoas privadas de liberdade é uma problemática que precisa se tornar visível pela sociedade. Nesse sentido, é necessário analisar como a ausência de políticas eficazes de reinserção social agravam os níveis de reicidência criminal.
Diante desse cenário, a ausência de políticas eficazes de reinserção social é um dos principais entraves para ressocialização dos presidiários. Isso ocorre, porque a crise do sistema carcerário, que se encontra em estágio de super lotação, em junção com o mal planejamento governamental, acabam por marginalizar esses indivíduos que não têm acesso a programas de reinserção social . Conforme o sociólogo Pierre Bordieu, a posição do indivíduo na sociedade é determinada pelo acesso a diferentes formas de capital social, cultural e econômico. Com os presos isolados de todo tipo de recurso que promova uma mudança comportamental, a reintrodução desses indivíduos na sociedade se perpetuará sendo um entrave social.
Ademais, os níveis de reincidêncial criminal acabam por aumentarem. Segundo o filósofo Rosseau, o homem nasce livre, mas por toda parte encontra-se “acorrentado”, ou seja, preso em amarras e estigmas criados socialmente. De forma análoga, a sociedade brasileira está estagnada em uma visão preconceituosa acerca dos encarcerados, fazendo com que quando eles saiem do sistema prisional, encontrem-se sem opções de trabalho e marginalizados porque a mudança real dessas pessoas é algo desacreditado pela população em geral, que os vê. Sem uma mudança de visão, a recaída criminal acaba por se perpertuar.
Logo, faz-se necessária uma intervenção. Para isso, O Ministério da Justiça, que é responsável por zelar pelas políticas de cunho penal, deve promover práticas de ressocialização para as pessoas privadas de liberdade. Isso deve ocorrer por meio de atividades educacionais com profissionais responsáveis por mudanças na conduta moral, como psicólogos e professores. Tal ação será realizada a fim de minimizar a reincidência criminal e a marginalização desses indivíduos.