O papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade
Enviada em 25/09/2025
A Constituição Federal, promulgada em 1988, assegura a todos os cidadãos os direitos à liberdade e à igualdade. Contudo, esse princípio é violado quando a sociedade não assume seu papel na ressocialização de pessoas privadas de liberdade. Essa problemática se agrava em razão tanto da negligência governamental quanto da persistência de uma mentalidade social excludente.
Diante desse cenário, é evidente a atuação negligente do poder público na garantia da ressocialização de pessoas privadas de liberdade. Nesse contexto, a antropóloga Lilia Schwarcz aponta que o Brasil adota uma “política de eufemismos”, ou seja, tende a suavizar graves questões em vez de enfrentá-las com ações concretas. Sob essa perspectiva, a crítica de Schwarcz se manifesta na forma como o governo lida com a estigmatização e o preconceito, fatores que aumentam a reincidência criminal de cidadãos que não foram reinseridos na sociedade.
Ademais, o pensamento generalizado é outro fator relevante. A socióloga Hannah Arendt destaca que a sociedade tende a identificar problemas, mas frequentemente os ignora, agravando a situação. Isso evidencia ,que a problemática central é a não ressocialização, a qual deveria ocorrer para quebrar o estigma social de que a mudança não é possível, demonstrando a persistência de uma visão arcaica sobre a reintegração de ex-detentos.
Portanto, o Governo Federal- órgão de maior poder executivo no país - deve promover combate ao preconceito e à estigmatização para haver a ressocialização de pessoas privadas de liberdade . Por meio de campanhas de conscientização com toda a população sobre a reinserção social de ex-detentos além de incentivar projetos comunitários que integrem ex-presidiários à sociedade para a quebra de um estigma social. A fim de uma sociedade sem nenhum problema social.