O papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade

Enviada em 26/09/2025

A ficção cinematográfica “Imperdoável” narra a trajetória de Ruth, que encontra dificuldade para retornar à sociedade, encontrando obstáculos para conseguir trabalho, moradia e sendo excluída da convivência familiar. No entanto, a ficção ecoa na atual sociedade, já que o sistema prisional tem por objetivo vigiar e manter afastadas as pessoas da sociedade, não visando à inclusão, nem no mercado de trabalho e nem no ambiente social. Acerca disso, temos um problema fomentado, no qual discutiremos de forma ampla sobre a cultura da sociedade e invisibilidade governamental.

Primeiramente, a Constituição Federal de 1988 “assegura o princípio da dignidade da pessoa humana”. Entretanto, evidencia o fracasso da sociedade em reintegrar principalmente mulheres, revelam o descumprimento da Carta Magna, já que muitas dessas mulheres têm dificuldade de conseguir emprego, por não obter capacitação profissional, dificultando a inclusão ao mercado de trabalho. Logo, a forma de incluí-las é oferecendo cursos como artesanato, confeitaria, bordado, ainda em cumprimento de sua sentença, possibilitando uma fonte de renda e maior inclusão social.

Ademais, conforme diz o escritor Jean Jacques, “O homem nasce livre e, por toda parte, encontra-se acorrentado”. Contudo, além de quebrar o histórico de preconceito social, também temos que cobrar dos governantes visibilidade na inclusão, já que atualmente é vivenciada a frase citada pelo escritor Jean e, mesmo após receber sua liberdade, permanecem esquecidos e recorrem a velhas práticas. Para isso não acontecer, o fechamento de parcerias com empresas que ajudam na reabilitação de pessoas com privacidade de liberdade. Com auxílio dos Estados e Municípios, intermediando estas parcerias com empresas colaboradoras, conseguiremos incluí-las de forma digna, dando a chance de um novo recomeço. Portanto, o Governo Federal, encarregado de promover o bem-estar dos Estados e Municípios, deve, por meio de repasses de verbas e projetos de leis, oferecer abrigo a estas pessoas excluídas por suas famílias, incentivando a inclusão social e ao mercado de trabalho, oferecendo a oportunidade de um novo recomeço. Dessa forma, estaremos mais próximos de alcançar os ideais de justiça.