O papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade
Enviada em 28/09/2025
A obra “O Homem Desesperado”, do pintor francês Gustave Courbet, retrata o ser humano em situação de angústia devido aos entraves da época. Analogamente, na sociedade brasileira hodierna, muitos cidadãos encarcerados estão em desespero pela dificuldade de ressocialização. Sendo assim, é fulcral abordar o papel da sociedade na reintegração de indivíduos privados de liberdade, bem como a consequência da falta dela.
Sob esse viés, é lícito postular que o corpo social tem um papel fundamental na ressocialização de ex-presidiários. Essa função decorre das ofertas de: empregos, estudos e também de moradia, que mesmo não sendo do âmbito público e gratuito, costumeiramente são negadas pelo preconceito a essas pessoas. Prova da continuidade de pensamentos estigmatizados são frase nacionamente conhecidas e reproduzidas. como: “Bandido bom é bandido morto”. Essa ideia é inconstitucional e rompe com a possibilidade de reintegração dos cidadão que infrigiram a lei, mas ainda podem contribuir positivamente para a sociedade, pelo desenvolvimento científico, artístico e econômico. Destarte, a sociedade deve ir de encontro a essas premissas retrógradas, uma vez que ela é protagonista para a reincorporação dos presos.
Ademais, urge afirmar que a falta de ressocialização de pessoas privadas de liberdade afeta diretamente o corpo social, pois, devido a carência de oportunidades, ex-presidiários podem retornar à criminalidade. Nesse viés, a pouca abordagem sobre esse problema, atrasa a resolução dele. Parafraseando Hanna Arendt, para uma agrura ser resolvida, ela precisa sair do âmbito privado e ir ao público, pois assim passa a ser reconhecida como um entrave coletivo e é tratado. Sendo assim, para a diminuição da violência nas cidades, a ressocialização de presos precisa ser debatida.
Pontanto, perante os aspectos supracitados, faz-se necessário que o Estado- como órgão que visa o bem-estar social-, em parceria com a Mídia, invista em palestras e simpósios, que sejam veiculados nacionalmente, sobre a importância da ressocialização de pessoas privadas de liberdade. Essa ação deve ocorrer por meio da contratação de sociólogos e ex-presidiários, que foram ressocializados e