O papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade
Enviada em 26/09/2025
O filme brasileiro “Carandiru”, da plataforma Netflix, retrata as vivências de presos frente ao processo de retorno à convivência social. Sob tal ótica, é fato que a obra apresenta um cenário atual, posto que a ressocialização de detentos não é assegurada de maneira plena no país. Logo, a partir desse contexto, é necessário discutir o papel da sociedade quanto à reintegração das pessoas privadas de liber-dade, uma vez que o acesso à assistência educacional e a promoção de uma mentalidade adequada podem contribuir para a efetivação desse quadro.
Diante do exposto, é importante destacar que a educação é um dos pilares para a reinserção dos encarcerados, já que possibilita a difusão de valores e a construção de saberes. Nesse sentido, cabe apontar que, em virtude da carência de ofertas educacionais, nota-se que essa população carcerária não é contemplada com ferra- mentas de inclusão. Em meio a isso, esses indivíduos não estão habilitados para regressar à vida social de modo devido, o que corrobora a marginalização desses grupos. Essa situação é observada na matéria do Jornal G1 acerca da reintegreção dos presidiários, a qual expõe que cerca de 30% dos detentos realiza atividades la-borais ou estudantis. Dessa forma, urgem meios à capacitação desses sujeitos.
Outrossim, é válido ressaltar que a consciência coletiva também auxilia no acolhi-
mento dessa população privada de liberdade. Nesse contexto, convém citar que, em decorrência de concepções deturpadas, esses segmentos sociais são alvos de estruturas de segregação, as quais dificultam a retomada de práticas cotidianas. Paralelamente a isso, o estigma dessa condição interfere no tratamento dado a es-sas camadas, além de influenciar no acesso aos espaços, como o do trabalho. Essa visão é ilustrada na série “Prison Break”, a qual evidencia os efeitos da exclusão. Desse modo, é crucial viabilizar estratégias para a inclusão desses seres.
Portanto, entende-se que medidas são essenciais para atenuar o retrato vigente. Para isso, compete ao Ministério da Justiça, no dever de efetivar direitos, junto às empresas, implantar ações de qualificação nos presídios, por intermédio de cursos, a fim de favorecer a reinserção desses cidadãos. Ademais, em parceria com veícu-los midiáticos, promover atos de conscientização, por meio de campanhas, com o intuito de romper essa lógica excludente. Assim, será possível transformar vidas.