O papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade

Enviada em 27/09/2025

O filósofo Émile Durkheim defende que a sociedade molda o indivíduo; logo, a ressocialização só acontece quando há apoio coletivo. Dessa forma, é imperioso que a sociedade elimine os problemas que impedem essa situação, como, por exemplo, a discriminação social e os transtornos mentais não tratados.

Diante disso, a precariedade estrutural do sistema prisional brasileiro também representa um obstáculo significativo. A superlotação e a falta de acesso a programas de educação e profissionalização dificultam a reintegração dos detentos à comunidade. Nesse sentido, observa-se que, em vez de promover a ressocialização, o cárcere muitas vezes fortalece a cultura da criminalidade, o que amplia os índices de reincidência.

Ademais, os transtornos mentais não tratados também dificultam de forma significativa a ressocialização. Muitos indivíduos privados de liberdade apresentam quadros de depressão, ansiedade ou dependência química, mas não recebem acompanhamento psicológico adequado. Desse modo, ao retornarem à convivência social sem o devido suporte, tornam-se mais vulneráveis à reincidência criminal, o que evidencia a necessidade de políticas de saúde mental eficazes no sistema prisional.

Portanto, para que a ressocialização seja efetiva, é necessário que o Governo Federal, em parceria com as Secretarias Estaduais de Justiça e Saúde, promova programas de reintegração social para egressos do sistema prisional. Isso deve ocorrer por meio da ampliação de projetos de empregabilidade, acompanhamento psicológico contínuo e campanhas midiáticas de conscientização contra a estigmatização. Tais medidas, ao serem aplicadas de forma conjunta, reduzirão os índices de reincidência criminal e possibilitarão a construção de uma sociedade mais inclusiva e segura..