O papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade

Enviada em 28/09/2025

O Brasil é um país disfuncional no qual as pessoas não tem um amplo acesso à educação e a oportunidades para progredir, por isso, muitas vezes a população recorre a caminhos mais fáceis, como o crime. Sob esse viés, é importante que a sociedade ajude na ressocialização das pessoas privadas de liberdade, que tem após a saída da prisão uma chance de melhorar suas vidas. Entretanto, a sociedade não cumpre com o seu papel, haja visto que devido à negligência estatal e ao preconceito os presos não são corretamente ressocializados.

A priori, é necessário ressaltar que a omissão governamental no processo de ressocialização aumenta a problemática. Segundo Jonh Locke, filósofo contratualista, é dever do Estado garantir o bem-estar da população. Contudo, o governo fere com o contrato estabelecido com o povo ao negligenciar a volta dos presos para a sociedade da forma correta e com a garantia de que serão capazes de conseguir emprego e reconstruir suas vidas longe do crime. O Estado deveria assegurar que durante o período privado de liberdade o preso fosse capacitado para sair e ter o que buscar, todavia, isso não ocorre pois o governo não os priorizam. Assim, muitas vezes, infelizmente, os indivíduos retornam para o crime.

Ademais, o preconceito dos brasileiros com os ex-presidiários é um dos agravantes do dilema. De acordo com a ativista Maya Angelou: “o preconceito é um fardo que confunde o passado, ameaça o futuro e torna o presente inacessível”, consoante a isso, é possível fazer um paralelo sobre a questão do preconceito como um dos problemas que inviabiliza a ressocialização eficaz, já que os cidadãos estabelecem uma imagem imutável das pessoas privadas de liberdade, e pressupõem que elas voltarão a cometer os delitos. Dessa forma, o preconceito presente no Brasil gera diversas consequências, como a falta de oportunidade de emprego e de estudo, e às vezes, dificulta a convivência social da comunidade.

Portanto, diante dos aspectos relativos ao papel da sociedade na ressocialização dos presos, é indispensável a realização de uma ação. Isso posto, cabe ao Ministério da Educação -responsável por garantir uma educação de qualidade para todos- realizar uma intervenção, por meio da adição de um programa educacional nas cadeias, tendo por exemplo aulas de carpintaria. A fim de resolver o problema.