O papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade

Enviada em 02/10/2025

A constituição federal promulgada em 1998, prevê que todos os cidadãos têm direito à dignidade. No entanto, o não cumprimento desse preceito é evidente, visto que, grande parte da população que já foram privadas de liberdade como forma de punição são excluídas pela sociedade. É valido ressaltar que todas as pessoas as quais sofreram com esse tipo de punição, não tiveram nenhum tipo de contato com o mundo exterior, durante todo tempo que estava em cárcere, foram privadas de estudo e trabalho.

Diante desse cenário, deve-se analisar que o papel de ressocialização não depende unicamente e inteiramente do Estado, mas também da aceitação e do acolhimento por parte da comunidade. Infortunadamente, no Brasil, a lógica do encarceramento ainda aja como forma exclusiva de punição, sem oferecer meios concretos de reinserção social aos indivíduos privados de liberdade, dificultando a ressocialização na sociedade.

Ademais, é necessário compreender que a exclusão social é um dos fatores que mais levam ao aumento da criminalidade. Dessa forma, pessoas que vivem em contexto de pobreza, desigualdade e falta de oportunidades acabam mais vulneráveis a praticas ilícitas. Desse modo, se a sociedade mantém o preconceito e rejeição contra quem já cumpriu a pena, perpetua-se o ciclo de marginalização e reincidência criminal.

Portanto, o governo federal, maior autoridade do país, deve por meio de escolas e através da mídia, onde a maior parte da população passa seu tempo, promover campanhas e palestras sobre a reinserção dessas pessoas na sociedade, além de criar oportunidades concretas para essa reinserção, a fim de promover um mundo melhor e com mais igualdade para todos.