O papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade
Enviada em 12/10/2025
A Lei de Execução Penal diz no artigo 10 que a assistência ao preso e ao internado é dever do Estado, com os objetivos de prevenir o crime e orientar o retorno à convivência em sociedade. Entretanto, muitos ex-presos não são bem reinseridos na sociedade, tendo dificuldade em conseguir empregos ou mesmo voltando a cometer crimes. Tendo isso em mente, é necessário que os desafios para a ressocialização de pessoas privadas de liberdade, como a falta de empregos e estudo durante a prisão e o preconceito contra ex-presos, sejam reconhecidos para que o Estado, como representante da sociedade, resolva o problema.
Primeiramente, no que tange à falta de emprego e de estudo na a prisão, isso é um desafio para a ressocialização de pessoas privadas de liberdade porque limita as perspectivas de emprego do grupo. Esse cenário é particularmente grave porque muitas vezes é a falta de oportunidades de empregos que faz com que indivíduos entrem no mundo do crime, então muitos presidiários já não se vêem com a capacidade de se reinserirem de forma legal na sociedade a não ser que uma intervenção seja feita. A prevalência do problema é evidenciada por dados disponíveis no site “https://blog.ipog.edu.br/" que mostram que apenas 18,9% dos presos trabalham e que apenas 12,6% deles estudam.
Ademais, no que tange ao preconceito contra ex-presidiários, ele é um desafio para a ressocialização de pessoas privadas de liberdade porque ele faz com que essa população seja menos aceita na sociedade. Um exemplo disso é a dificuldade dessa população de conseguir empregos, que se deve em grande parte ao receio que os empregadores sentem com relação aos históricos dos membros do grupo. O preconceito também pode afetar a qualidade de vida de ex-presos por levar a um isolamento, já que muitas pessoas podem evitar se aproximar deles por causa de seus passados.
Tendo em mente tudo que foi mencionado, é necessário que o Estado, por meio do redirecionamento de verbas públicas, faça projetos que dêem trabalhos e estudo aos prisioneiros, para facilitar que eles consigam empregos ao serem libertos. Também é importante que o mesmo agente faça campanhas de conscientização com a finalidade de diminuir o preconceito contra ex-presidiários.