O papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade
Enviada em 16/10/2025
O livro “Ensaio sobre a cegueira” retrata a invisibilidade de certos problemas na sociedade. No Brasil, a crítica de Saramago é vivificada no papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade. Essas afirmações advém do pre-conceito e da má preparação penitenciária para inserir os prisioneiros novamente na sociedade. Com base nisso, mudanças serão necessárias para resolver a questão.
Em uma primeira análise, Maya Angelou afirmava que “O preconceito é um fardo que confunde o passado, ameaça o futuro e torna o presente inacesssível.” Nesse sentido, esse contratempo encaixa-se perfeitamente nas palavras da escritora esta-dunidense. Essa correlação fundamenta-se no fato de muitas pessoas nutrirem um certo preconceito com os ex-presidiários, por medo ou receio de cometerem os mesmos erros. Por consequência, alguns cidadãos acabam se afastando social-mente e não contratam tais ex-dententos. Dessa forma, pode-se perceber a real dimensão dessa advercidade que vem assombrando a nação brasileira.
Observa-se, também, que não se caminha favoravelmente em direção a uma solução para esse impasse, haja vista que é fundamental apontar á má preparação que os detentos recebem dentro das penitenciárias antes de retornar a sociedade. Diante de tal exposto, vale salientar que é essencial a prática de cursos tecnicos, pré-vestibulares, entre outros, para uma boa ressocialização academica ou profis-sional, evitando o retorno a vida do crime. Em decorrência disso, dados fornecidos pelo G1, apontam que apenas 18% da populção carcerária prática alguma atividade laboral. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Infere-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos, para isso é imprescindível que o Ministério da justica e segurança pública, por intermédio de políticas públicas, crie projetos que incentivem os presos como cursos profis-sionalizantes e leis que incentivem as empresas a contratarem uma porcentagem de funcionários ex-presidiários, a fim de minimizar a dificuldade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade. Sendo assim, uma ação iniciada agora pode modificar todo o futuro da nação brasileira.