O papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade

Enviada em 16/10/2025

Madara, personagem do anime Naruto, utiliza a habilidade “tsukuyomi infinito” para colocar todos os seres vivos do planeta em um mundo dos sonhos perfeito, ou seja, é um cenário imaginativo marcado pela aparente ausência de problemas. No entanto, a sociedade brasileira está longe de estar em uma realidade como essa. Quando se trata da ressocialização de pessoas privadas de liberdade, a estrutura do Brasil ainda deixa a desejar, porém é possível melhorar através da educação e do trabalho.

Em primeiro lugar, no nosso país há quase um milhão de detentos em cadeias com condições precárias, muitas vezes as pessoas são amontoadas em pequenas celas sem uma higiene adequada, onde passam grande parte do dia sem fazer nada. Esse ócio é um dos fatores que dificultam a reentrada desses cidadões no convívio social após o comprimento da pena. Com isso, torna-se necessário a ocupação desse tempo com atividades educacionais. O artigo 205 da Constituição Cidadã de 1988 diz que a educação é um direito de todos e um dever do Estado, que pode garantir a essa população uma readaptação de qualidade.

Além disso, um grande passo para a ressocialização é a entrada no mercado de trabalho, isso manteria a antiga população carcerária longe da criminalidade, porque, além de dar um sustento para as suas famílias, também ocuparia grande parte dos seus dias. Contudo menos de 20% dos presos trabalham, apesar do artigo 23 da Declaração Universal dos Direitos Humanos dizer que todo homem tem direito ao trabalho, não é observado grandes oportunidades dentro da prisão, o que vai dificultar a reinserção desses cidadões na sociedade.

Por fim, faz-se preciso que o Estado implemente não só escolas de nível fundamental e médio, como também cursos profissionalizantes e oficinas, com a finalizade de integrar os participantes na sociedade, o que daria mais chances de se obter sucesso na vida, por meio de programas sociais. Como disse Confúsio, pensador e filósofo chinês, “não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.”