O papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade
Enviada em 14/09/2026
O filósofo Michel Foucault,em sua obra “Vigiar e Punir”, analisa os mecanismos de punição e qual o papel das instituições responsáveis pelos indivíduos. Nesse sentido, o sistema prisional deveria preparar as pessoas para retornar à sociedade, mas a realidade no país ainda é fortemente marcada pela dificuldade com a ressocialização.
É primordial ressaltar que o preconceito social é o que mais destaca-se. “A punição não se limita ao espaço físico da prisão, já que os mecanismos de controle podem continuar na vida das pessoas” diz Foucault.Nesse contexto, as pessoas continuam sendo julgadas por serem assediados ao seu passado, e ao crime. Esse estigma dificulta a reconstrução da vida social e o acesso ao mercado de trabalho.
Cabe reconhecer, no entanto, que a falta de oportunidades de trabalho e educação,após o período prisional prejudica muito a reinserção social, a autonomia financeira é essencial na vida dessas pessoas; mas quando a sociedade não oferece a possibilidade de recomeçar, isso acaba contribuindo para a manutenção de um ciclo de exclusão.
Portanto, é papel do Estado e das empresas, fortalecer políticas de ressocialização. O governo pode ampliar cursos profissionalizantes. Campanhas de conscientização social devem ser promovidas pelos meios de comunicação e educacionais. Com isso é esperado combater estigmas desse grupo da sociedade e destacar a importância de recomeçar.