O papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade

Enviada em 22/10/2026

Na obra “Monster”, Tenma é condenado por um crime que não cometeu, sendo procurado por toda a alemanha e negado de qualquer chance de conseguir se empregar novamente. De maneira análoga, essa realidade também se repete no Brasil, causando muitas dificuldades para aqueles que já foram privados de sua liberdade para se reintegrar a sociedade. Assim, há de se criar meios para acabar com o preconceito à PPL, bem como a omissão estatal sobre o problema.

Diante desse cenário, o preconceito à PPL dificulta a pessoa ex-PPL de se reintegrar economicamente e socialmente à sociedade. Acerca disso, a origem do problema já começa na grécia antiga, quando Socrátes foi condenado à morte por “corromper os valores de Atenas”, construindo uma ideia de que o condenado é o “corruptível” demais para retornar à sociedade. Sob essa lógica, o preconceito às pessoas que já foram condenadas uma vez se perpetua até os dias atuais, sendo demonstrada através da negação a oportunidades de emprego e ressocialização com a sociedade. Logo, isso vai contra o princípio de tentar ressocializar essas e reintegra-lás à sociedade.

Ademais, a omissão estatal agrava ainda mais esse problema, diminuindo as opções de reintregação. Em relação a isso, a falta de oportunidades para essas pessoas gera um ciclo vicioso, pois, já que não conseguem oportunidades de trabalhar formalmente, partem para o tabalho informal, onde trabalharão sem direitos trabalhistas garantidos, ou então, até mesmo, voltar a criminalidade, correndo o risco de ser presa novamente, impossibilitando qualquer chance de voltar à sociedade.

Portanto, o Estado deveria criar um programa de reabilitação à sociedade, oferecendo cursos técnicos preparatórios nas penitenciárias com a intenção de preparar aquelas pessoas ao mercado de trabalho, pois assim poderiam competir com os outros e recuperar o tempo perdido pela sentença. Além disso, o Estado deveria conscientizar as pessoas sobre a condição daquele indíviduos e, mesmo que aos poucos, desconstruindo esse pensamento antigo de desconfiança e rejeição total às pessoas que já foram privadas de sua liberdade.