O papel das ONGs frente às causas sociais
Enviada em 20/10/2020
Greenpeace é uma organização não governamental (ONG), que defende a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Essa, foi fundada em 1971, por um grupo de ativistas canadenses durante a Guerra Fria, como forma de pressão popular sobre o Estado no combate ao descarte de lixo nuclear no oceanos. Com efeito, observa-se a real relevância dessas organizações, pautadas no trabalho voluntário, para toda a comunidade brasileira, haja vista que essas atuam de forma a mitigar as mazelas oriundas do capitalismo e a falta de empatia social.
À princípio, torna-se necessário salientar a importância do voluntariado no Brasil. Sob esse prisma, é pertinente apresentar o programa criado pelo Governo Federal, em 2019, Pátria Voluntária. Esse, possui como objetivo incentivar a participação popular nos trabalhos voluntários, sendo voltados, principalmente, para a população mais vulnerável. À vista disso, percebe-se a tentativa do governo para mudar a realidade brasileira, visto que este sendo um país marcado pelas diversas formas de desigualdade, pela fome, pela falta de moradias acessíveis, dentre tantas outras precariedades, necessita de plena cooperação entre o Estado e a sociedade.
Sob essa conjectura, deve-se pontuar como o trabalho voluntário opera mediante um corpo social moldado por valores capitalistas. Diante disso, Byung-Chul-Han, em seu livro “A sociedade do cansaço”, descreve um cenário em que a produtividade se torna um dever para os indivíduos, no qual as pessoas estão focadas no desempenho e lucro, sendo assim, caracterizadas pelo cansaço. Dessa forma, as pessoas não possuem espaço nem tempo em suas vidas para se preocuparem com o próximo, construindo, então, uma ambiente marcado pelo imediatismo e pelo individualismo. Por conseguinte, essa constante “autoexploração” que venda os indivíduos aos problemas do seu meio social, proporciona, também, a elaboração de uma visão simplória sobre o que são as ações sociais, que resulta no progressivo desinteresse populacional.
Em síntese, medidas governamentais e sociais devem ser tomadas com sentido de combater fatores como a desinformação e a falta de empatia. Para tal, cabe ao Governo Federal, em parceria com as ONG’s, promover campanhas de incentivo a participação popular em trabalhos voluntários, em que apresente as diferentes colaborações possíveis e meios de participação, a fim de instruir as pessoas sobre a importância dessas práticas. Ademais, o Ministério da Educação deve elaborar projetos de ações solidárias nos colégios, com o objetivo de orientar as futuras gerações sobre a relevância e impacto do ato de ajudar o próximo, isso por meio de atividades e seminários recreativos que abordem e desenvolvam iniciativas humanitárias, para então formar uma sociedade mais consciente e altruísta.