O papel das ONGs frente às causas sociais
Enviada em 22/10/2021
Consoante a visão do filósofo Aristóteles, a ciência política se sobressai com relação as outras, estando ela para o exercício do bem coletivo. Entretanto, com o avanço do capitalismo, é evidente as inúmeras desigualdades existentes entre as pessoas que são detentoras dos bens de consumo e aquelas que produzem eles. Nesse sentido, cabe ressaltar não só a importância das Organizações Não Governamentais no quesito de se posicionar frente às incoerências sociais, mas também as dificuldades que enfrentam.
Em primeira análise, é cabível pontuar que as ONGs são entidades privadas da sociedade civil, sem fins lucrativos. Sob esse viés, também é válido mencionar que o propósito dessas organizações é defender e promover uma causa política, como direitos humanos, racismo, meio ambiente, direito dos animais, direito dos indígenas, questões urbanas, imigrantes, dentre outras. Tendo em vista isso, é importante destacar a perspectiva do escritor brasileiro Gilberto Freyre, no qual aborda que sem um fim social, o saber é a maior das futilidades. Com isso, percebe-se que diferente do pensamento de Freyre, as Organizações Não Governamentais fazem o uso do conhecimento que dispõem, para oferecer suporte a quem precisa, sendo capaz de resolver problemas sociais. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, em 2014, o Brasil dispunha de 391.371 ONGs. Nesse contexto, é notório que o bem coletivo é um fator indiscutível, posto que uma característica comum a estas organizações é o compromisso com os grupos marginalizados.
Soma-se a isso, os principais imbróglios enfrentados pelas ONGs, o baixo interesse de voluntários e a insuficiência do apoio financeiro. Tendo conhecimento disso, como essas organizações não possuem fins lucrativos, elas precisam encontrar formas alternativas para continuarem ativas. Para isso, precisam de apoio financeiro como o terceiro setor, pessoas físicas, empresas ou até mesmo o governo. Com relação às pessoas físicas, duas organizações se destacam, sendo elas o Médicos Sem Fronteiras e o Greenpeace, já as empresas, elas possuem como função promover um impacto positivo na sociedade, por exemplo. Além disso, é indubitável a presença de voluntariados para o bom funcionamento das organizações, visto que sem eles é quase impossível manter essas entidades.
Logo, entende-se que as Organizações Não Governamentais são de fundamental importância para a promoção da igualdade social. Dessa maneira, é dever das universidades fomentar trabalhos extracurriculares que tenham como base o voluntariado nas ONGs, pro meio da mudança na grade curricular, tendo como objetivo auxiliar as organizações. Cabe as empresas investirem nas ONGs, para que elas continuem as atividades. Assim, é possível alcançar uma sociedade como pautava Aristóteles.