O papel das ONGs frente às causas sociais
Enviada em 22/10/2021
Durante o período de vigência imperial da Roma Antiga, revoltas populares, denominadas Tribunos da Plebe, marcaram os primórdios da reinvindicação articulada de direitos básicos no mundo ocidental. Hodiernamente, a despeito da disparidade temporal secular, as lutas pelas causas sociais ainda são pautas a serem atendidas, o que exponencia, notadamente, a relevância do papel impulsionador das Organizações Não Governamentais no processo. Nesse sentido, destaca-se o fator afirmativo das atribuições dessas entidades, ao passo que se questiona o engajamento escasso do corpo cívico em sua manutenção.
A princípio, é factual que as ONGs surgiram no intuito de suprir demandas não atendidas pelos Estados. Por essa óptica, na década de 1970, um grupo de ativistas canadenses fundaram o célebre movimento Greenpeace como uma forma de coordenar ações que visassem à preservação ambiental. Nessa perspectiva, de modo análogo, inúmeros setores, no Brasil, são alcançados por iniciativas que apresentam o fito de otimizar o funcionamento de instâncias cruciais à população, a exemplo da área da saúde, com a ação voluntária de médicos em comunidades de difícil acesso, e da educação, com a instalação de centros gratuitos de aprendizagem nas cidades. Logo, compreende-se que as benesses desses serviços elevam o bem-estar social.
Entretanto, apesar de suas atribuições significativas, o envolvimento dos brasileiros nessa dinâmica não é, suficientemente, expressivo. Sob esse âmbito, de acordo com a Constituição Federal promulgada em 1988, a cidadania é efetivada pela colaboração dos indivíduos a favor de demandas equitativas para a consolidação de um verdadeiro Estado Democrático de Direito. Posto isso é notório que esse princípio jurídico é contrariado no que tange à participação popular nas ONGs, uma vez que os índices de doações e de voluntários vigentes são incapazes de atender as urgências sociais de forma satisfatória no país. Destarte, pelo aspecto limitante de recursos e de funcionários, muitas pessoas são privadas dos efeitos transformadores que essas instituições podem oferecer.
Diante disso, aprimorar o funcionamento das ONGs é primordial. Assim, urge que as instituições educacionais, por meio da implementação de iniciativas interdisciplinares, promovam a cooperação do corpo discente em associações diversas. Nesse projeto, ao longo da formação estudantil, a incorporação de atividades voluntárias serão implementadas ao ensino — como ações de sustentabilidade comunitária na área da Biologia e movimentos esportivos no setor da Educação Física —, a fim de que, com o envolvimento cidadão a datar da infância, a mobilização popular associada ao incremento donativo em prol das fundações sem fins lucrativos seja maximizada.